Ontem foi dia da consulta dos quatro meses. Lá fui toda lampeira saber da minha cria.
O rastreio bioquímico do primeiro trimestre foi excelente, ou seja, resultado negativo, como se quer.
Tensão boa e peso pensava eu que também bom, apesar de a balança da médica acusar um aumento de 500 gramas desde a primeira consulta oficial. De facto, da primeira para a segunda consulta não houve aumento de peso registado na balança dela, da segunda para a terceira, apenas 500 gramas, eu bem vejo em casa que engordei quase dois quilos desde o início da gravidez, mas há um mês que a balança não dá novidades. Curiosamente desde que fiquei melhor dos enjoos... Se em princípio será excelente não haver aumento de peso, mesmo porque ainda tenho muito tempo para engordar a valer, por outro lado já começava a pensar que talvez a minha cria andasse mirradinha por conta disso. A minha barriga cresce, mas o peso não aumenta, estranho... A médica quando atentou nesse facto logo me disse precisamente que não há para já grande preocupação por não engordar, mas que não posso deixar de fazer lanchinhos de manhã (bolas, agora lembrei-me que não trouxe nada para lanchar...) e à tarde, que eu não devo nunca sentir fome! A verdade é que às vezes vou almoçar esganada de fome, mas por meia hora não fazia diferença. Bem, parece que faz, vou mesmo ter de começar a engorda! Certo é que na próxima consulta a médica quer um aumento de um quilo, não há-de ser difícil!
Por fim íamos passar à ecografia, para ver a cria, pensava eu. Muito desiludida fiquei quando a médica disse que não, só íamos ouvir o coração... "Mas como não há ecografia? Eu pensava que houvesse ecografia, estava convencida disso, pensava mesmo, oh que pena, eu queria tanto ver o bebé, ver se está grandinho, talvez até ver se é menino ou menina, não dá mesmo para fazer?" Afinal houve ecografia!
Eu estava mesmo curiosa para ver se o babe estava a crescer bem, se continuava com todos os bracinhos e se seria menino ou menina... Essa questão tem-me atormentado...
Por mais que diga que não tenho preferência, a verdade é que desde que na adolescência deixei de lado a vontade de ter gémeas (tãããão típico, parolinha), passei a querer rapazes, nunca sonhei com filhinhas. Agora acho que isso se está a virar contra mim. Apesar de eu repetir para mim mesma e para os outros que não tenho preferência, que só seria giro, sei lá, ter um rapaz porque na família e amigos é tudo raparigas (erro crasso, mea culpa), carradas de gente à minha volta diz que acha vou ter um rapaz, que desta vez é um rapaz, há quem esteja convencidinho disso, quem não diz, afirma ter um palpite ou teoria que não quer revelar (essas opiniões são as minhas preferidas, contribuem imenso para a minha felicidade e certamente contribuem para o sucesso do fabuloso teórico, que nunca está errado, porque nunca chegou a revelar a fantástica teoria!! Haja paciência...) mas que eu acho que vão dar em rapaz... Enfim...
Certo é que vimos o babe por pouco tempo, porque a médica não se quis esticar, vira daqui, vira dali, troca de posição, uma festa! No fim, até a médica teve um palpite, que também não quis revelar (fantástico...), mas via-se qualquer coisa que não era conclusiva... Ou seja, nada. O babe mexia-se imenso, dançava e esperneava todo contente, tão querido, tão fofinho, mas colaborar, népias. Começo a achar que o facto de ser inconclusivo deve levar à conclusão de se tratar de uma menina, não? Eu bem sei que a ausência de pénis não é igual a vajayjay, mas ainda assim...
Pior é que o "qualquer coisa" é imediatamente convertido em piloca e andamos nisto até dia 2 de Maio, data da ecografia morfológica... Eu aguento? O pior é que nem curti a ecografia como deve ser porque estava mais preocupada a tentar ver o sexo do babe do que o babe me si, que estupidez.
Assim que saí da consulta fui pesquisar fotos e filmes de ecos de fetos às 17 semanas ou mais para ver se já se poderia ver alguma coisa e o quê, propriamente. Burra fui eu por não ter pesquisado isso tudo antes, porque nem fazia ideia do quão conclusivo pode ser. Descobri a diferença entre o Hamburguer e a Tartaruga


, vejam:
Acho que se se via alguma coisa, seria um Hamburguer, tartaruga não de certeza, mas eu não estava bem posicionada para ver e o desgraçado do marido ainda é pior que a médica, diz que não viu nada, que não quer saber do sexo do babe para nada, só lhe interessa o babe, que tanto lhe faz, se a médica não disse foi porque não sabia, não foi para me torturar ou para não se comprometer... Claro que concordo com ele, mas podia ter sido um pouco mais conclusiva, bolas!!!
Tenho um receio infundado, ou talvez nem tanto, de que com tanto palpite e conversa fiada, se efectivamente se tratar de uma menina, algumas pessoas reajam com um "Ah... Mas então... Mas não era menino? Oh, mais uma, que giro, outra menina, hehe... " ou outras pérolas do género. Eu sei que é uma estupidez, pô-lo por escrito ainda me soa pior, mas já me passou pela cabeça... Eu não quero que o meu babe seja mais uma menina para ninguém, isso é cruel, para nós não será certamente e isso é o mais importante, mas as outras pessoas às vezes dizem cada coisa que só me apetece bater e fugir.
Conclusão: Com tanta inconclusão, o que se vê é mais um hamburguer que outra coisa, é bastante provável que seja uma menina, mas daí não tiro conclusões porque não são corroboradas por ninguém, só sabemos que seja quem for, anda a ser muito boa cria porque não me está a causar mais enjoos, nem peso a mais, nem borbulhas e pele esfrangalhada (aliás, estou maravilhada com a minha pele, acho que nunca teve tão poucas imperfeições...), é muito mexida e fofa, mas de facto, NÃO SABEMOS, NÃO QUEREMOS SABER SE É MENINO OU MENINA, chega dessa novela.
P.S.: Quando eu digo que na família e amigos é tudo raparigas, eu não estou a ser a primeira pessoa a ser cruel, por dizer que são só raparigas, porque as meninas distribuem-se muito equitativamente, ou seja, é uma sobrinha apenas de um lado e outra do outro, meninas que são primas das sobrinhas mas que não me dizem directamente respeito, uma menina no grupo de amigos e outras meninas de outros amigos nossos, além de meninas de conhecidos e colegas. Todas meninas. Mas nem a amostra é significativa, nem essas pessoas se conhecem bem,ou de todo, o meu babe é que entre essas meninas seria a tal "mais uma, the other"...