INQUÉRITO!!!

Um pouquinho do seu tempo, posso?

Responda a esta pergunta sobre o que gosta de ler neste blog, aqui:


OBRIGADA!!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Mi Blog es tu Casa II




 A convidada de hoje destas Maravilhas deparou-se com uma das maiores consequências físicas para as mães do pós-filhos com amamentação e resolveu tomar as suas providências!

Fiz uma Mamoplastia de aumento depois de ter filhos

O DESAFIO
Desafio lançado pela Maria de Lurdes: utilizar a sua sala de estar (vulgo blog), sentar-me confortavelmente num dos seus sofás (vulgo post), e entre um chá e uma ou outra bolachinha, falar sobre a minha experiência pessoal nestas andanças de maternidade, pós-parto e... cirurgia plástica! Challenge accepted.

A EXPERIÊNCIA
Enquanto maezíssima de 2 crianças abaixo dos 5 anos, com idades muito próximas, fiquei com poucas “sequelas” físicas das gravidezes. YEEES! Tudo muito bonito à excepção das minhas queridas mamocas – que cumpriram as suas funções em pleno durante o tempo que lhes foi permitido. Enquanto que na primeira gravidez não sabia ainda bem o que me esperava, na segunda não tive dúvidas: o que outrora tinham sido dois objectos de brio, não demasiado ostensivos, mas sempre motivo de orgulho, estavam transformados no que uma amiga carinhosamente e tão bem descrevia como “saquinhos usados de chá”.
Cirurgia plástica foi algo que nunca tinha considerado na vida. Nunca estive descontente com nenhuma parte do meu corpo em particular. Sempre olhei para as cirurgias plásticas, e para os aumentos mamários em particular, com alguma desconfiança. Mas a pesquisa impunha-se! Foi altura de colocar a Santa Internet em acção: vi centenas de sites. Confesso: pouco ajudou e só me criou mais dúvidas. Assim, decidi que a Sr.ª Internet tinha cumprido a sua missão e deveria agora contactar um especialista.
Marquei consulta de cirurgia plástica. Disse à médica que nunca tinha ponderado tal coisa na vida, que apenas pretendia um aspecto semelhante ao meu pré-gravidez e que queria tudo menos um look porno-star (que me perdoem todas as porno-stars com próteses de 800mL!). Falámos do tipo de próteses, do tipo de incisões, dos cuidados pós-operatórios e do regresso ao trabalho.
Resumo: Diagnóstico de atrofia mamária pós-parto. Agendada mamoplastia de aumento com próteses de forma anatómica (tamanho previsto +- 255gr), colocação via periareolar retroglandular. Cuidados pós-operatórios: não fazer esforços durante cerca de 4 semanas, utilização de soutien de contenção elástica, regresso ao trabalho dentro de 2 semanas.
Entrei de manhã e saí na manhã seguinte. A noite foi o único momento mais desconfortável de todo o processo: acordei dorida, com umas boias de sinalização coladas à frente, sem grande vontade de mobilização e super nauseada. O que – viva a vaidade! – não impediu a acrobacia do levante de madrugada para ir ao espelho checkar o resultado... As dores foram muito suportáveis, mas confesso que segui à risca os conselhos da médica. Em 30 dias a vida tinha voltado ao normal.

AS GRANDES QUESTÕES
‘Será que isto é tudo da minha cabeça?’
Esta era a grande questão! Estaria eu a querer ir contra a Mãe Natureza ou contra as inevitabilidades da vida?... Talvez. O que é facto é que o corpo que agora era meu, era algo com que não me identificava.
‘As expectativas correspondem à realidade?’
Os receios falavam bem mais alto do que as expectativas, confesso. As dores, o ar pouco natural, o tamanho, as cicatrizes, a anestesia... Houve várias alturas em que, pesando os prós e os contras, me questionei se seria a decisão acertada.
Nunca pensei que o aspecto final fosse tão semelhante ao pré-gravidez, tirando a densidade (a mama fica mais firme e dura). As cicatrizes praticamente não se notam (de bikini não se vêem sequer!) e nunca deram problemas. A sensibilidade mamária demoooora a recuperar, mas regressa! As dores foram totalmente suportáveis.
Quanto ao tamanho das próteses – e uma vez que queria um look natural – um dos melhores conselhos que recebi foi (AHHHHH, Mª de Lurdes! Esta vai ser polémica...) procurar umA cirurgiã plástica: uma mulher.
Realizada a cirurgia, eu – mamã upgraded – afirmo que foi uma grande decisão. E melhor: a correcta. Voltei a ser eu, não só mamã de dois miúdos, como mulher. E isso faz toda a diferença.
‘Como fazer um upgrade cirúrgico e ser mãe em simultâneo?’
Como gerir 2 crianças pequenas em casa a pedir colo de 2 em 2 minutos?... Pois bem. Preparando-as. Avisando-as que a mamã vai ser operada e que não vai poder pegar ao colo, mas que vai poder dar muitos xis e muitos beijos e muitos mimos.


 Caso queira votar nestas Maravilhas nas categorias Mulher e Pais/Filhos, todos os dias uma vez por dia até dia 19, aqui: http://aventar.eu/blogs-do-ano-2012/blogs-do-ano-2012-votacoes-1a-fase-24/
OBRIGADA

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Por falar em camadas



Isto de falar em camadas puxa-me sempre para a lamechice...

Não consigo pensar na palavra sem me lembrar deste poema, que o meu então namorado me dedicou, back in the days. É retorcido, mas romântico, este meu Valentine...O meu amor um dia deu-me uma cebola, e eu, apesar de tudo o que tinha de agridoce, adorei...

Valentine
 Not a red rose or a satin heart.

 I give you an onion.
 It is a moon wrapped in brown paper.
 It promises light
 like the careful undressing of love.

 Here.
 It will blind you with tears
 like a lover.
 It will make your reflection
 a wobbling photo of grief.

 I am trying to be truthful.

 Not a cute card or kissogram.

 I give you an onion.
 Its fierce kiss will stay on your lips,
 possessive and faithful
 as we are,
 for as long as we are.

 Take it.
 Its platinum loops shrink to a wedding ring,
 if you like.
 Lethal.
 Its scent will cling to your fingers,
 cling to your knife.
-- Carol Ann Duffy

As camadas são nossas amigas

Não estou a falar das camadas de uma lasanha, essas são nossas amigas, mas também da onça!!
Estou a falar de uma das melhores formas de manter algum sentido de estilo e coordenação de roupa durante o Inverno.
Vestir em camadas, em sobreposições de roupa!
Em vez de cair na tentadora fórmula de camisola interior-camisola de gola alta, por vezes vale a pena perder mais alguns minutos a juntar duas ou três ou mais peças que podem fazer a diferença e ainda deixar-nos quentinhas e confortáveis.

Assim, aqui ficam algumas dicas:
1 - Desde logo, se não consegue deixar para trás a adorada gola alta, tente usar e conjugar camisolas mais finas e de malha mais leve. Ficam óptimas conjugadas com cardigans em tons comlementares ou contrastantes.

2 - Vestir em camadas permite precisamente manter algo interessante em termos de misturas de cor ou texturas. Apostar em cores diferentes ou complementares e apostar em conjugar algodão com caxemira e um cachecol de ponto grosso é mais interessante do que uma só cor ou tudo lã.

3 - Apostar em uma peça mais leve por baixo e um casaco de malha por cima é o ideal, de facto.
Tal como podem ser camisolas finas de gola alta, também podemos usar t-shirts de mangas compridas que transitam assim da meia-estação para o Inverno, ou camisolas frescas de algodão em gola V com uma t-shirt por baixo e o tal do casaquinho por cima. Apostar em twin sets é sempre bom, porque permitem não só a conjugação base, como a conjugação entre si, permitindo-nos fazer jogos de cor em neutros ou em tons mais coloridos. Uma busca cuidada desencanta muitas peças de Primavera que podem alegrar e muito o nosso Inverno!

4 - Apostar em acessórios. O Inverno é ideal para isso:
Ele é luvas, cachecóis, maxi colares, brincos, cintos finos para marcar a cintura, cintos largos para as calças (não ao mesmo tempo, bem entendido!!), lenços finos, écharpes, gorros, boinas... O único acessório que fica para trás são as pulseiras demasiado volumosas, porque ficam sempre presas nas mangas do casaco. Ainda assim, de vez em quando não lhes resisto...

5 - Por falar em acessórios, para mim, o acessório-chefe do Inverno é sem dúvida todo o mundo Cachecol*Écharpe. Adoro usá-los mesmo dentro de casa, criam um conforto maior quando não uso gola alta. Basta usá-los mais soltos ou apenas pendurados, nota-se sempre um maior conforto.

5 - Não ter medo das sobreposições. Ao contrário do que se possa pensar elas não nos engordam ou enchouriçam, pelo contrário. Se se conjugar peças leves entre si, ou peças leves com outras mais grossas, fica lindamente. Se se conjugar peças soltas ou largas com outras mais finas ou ajustadas ao corpo, ele está delineado e não perdido em volume sem fim. Por fim, um cinto para marcar a cintura cria logo a forma de ampulheta tão feminina e que aparentemente parece tão perdida ou escondida no Inverno.

6 - Se quer fazer sobreposições de peças largas, certifique-se de que está a usar leggings ou calças mais justas. Pelo contrário, se a parte de cima é leve e/ou cintada, aproveite para usar calças de corte direito ou mais largas. O importante é manter sempre um equilíbrio entre o justo e o largo, o que se destaca e o que se quer mais discreto. Ao vestir em camadas, é importante manter a parte de baixo mais ajustada ao corpo.


Aqui fica um exemplo bem detalhado e aproximado, em plano bem próximo, rsrsrs, mesmo porque não tenho braço que chegue para grandes planos, ainda não saquei esse super poder da app store rsrsrsrsrsrs


As camadas de fora: o trench e o cachecol a espreitar. O trench sempre bem apertado para marcar a cintura - nunca o uso apertado na fivela, sempre um nó e já está...


As camadas de baixo: mantenho o cachecol, mais solto mas a criar a minha gola alta indidpensável. As camadas: camisola interior (sim, mãe!!), camisola de algodão às riscas que está presente TODO o ano no meu armário, casaco cintado de caxemira e o cinto fino, para marcar a cintura. As calças são cigarrete.

{O relógio continua constantemente atrasado sem explicação aparente e tenho de o acertar de três me três dias... mas eu aguento isto??}


Caso queira votar nestas Maravilhas nas categorias Mulher e Pais/Filhos, todos os dias uma vez por dia até dia 19, aqui: http://aventar.eu/blogs-do-ano-2012/blogs-do-ano-2012-votacoes-1a-fase-24/
OBRIGADA

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Há Coisas na Vida



Hoje estamos aqui:

http://filipafoster.blogspot.pt/2013/01/i-present-to-you-this-blog-and-blogger_14.html

Eu, o blog, as minhas idiossincrasias e conselhos sábios, de ansiã...

;)) Espero que gostem, obrigada Filipa, foi um prazer enorme!!

Telegrama

Pedro em casa doente stop
Mãe a fazer companhia stop
Tudo doente stop
Um dia em casa a descansar?

Devem estar a gozar comigo
Stop

domingo, 13 de janeiro de 2013

Reality check

O Pedro tem dois anos e 15kg.
Se calhar já vai sendo tempo de o tirar da cadeira alta, de lhe tirar as grades da cama e de deixar de lhe dar o leite da manhã no biberão, não?

Sim, em casa ainda andamos assim, num misto de preguiça e negação, a empurrar com a barriga...Serei a única?


{Instagram do Dia}

Só de galochas
se pode saltar nas poças!

Rima mas ainda não é verdade...


É que fazer-lhe entender que com uns sapatos se salta e com outros não... está difícil! E parece ainda fazer precisamente o contrário, salta com os que não deve e fica envergonhado com os que pode.

E se eu fico possuída quando o vejo molhar-se até os ossos quando se atira às poças com os sapatos normais, já vê-lo a chapinhar com as galochas dá-me um gozo tremendo, é tão giro! É chapinhar nas poças, fazer anjos na neve e abrir caminho pelas folhas no Outono, são das coisas mais divertidas que se pode fazer no tempo frio...
E é tão bom vê-los assim! São divertidos momentos Limetree!

Galochas sim, resto da sapataria, não!
 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Desfribilhador para o meu carro, já!

O meu carro morreu. Assim, sem aviso, sem mais. E sem que estivéssemos a contar claro. Até estava mal estacionado. Ainda 10 minutos antes tinha alegremente andado e ia alegremente andar mais um bocadinho, depois de trazer o miúdo da escola.
Mas não. Assim que tentei liga-lo, nada. NADA.
Nem ai nem ui nem luzes nem roncos nem avisos. Nada.

Morreu.

Não! Amanha vai ter de ressuscitar, ainda tem muito para dar. Ai tem tem!

{10 on 10 Janeiro} Parte III


O verniz da semana já era... preciso de uma nova base fixadora, a Bonde afinal já não me convence... Essie, é?

Hora de ir para casa

Pondo a leitura em dia, antes de mais!

Desafio superado! E sim, foi um desafio, o tempo passou muito rápido e às vezes a imaginação custava a surtir efeito... Estou ansiosa para ver o resultado das minhas colegas de desafio e estou desertinha que o tempo estique e os dias se tornem mais longos e solarengos!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Giveaway AMDM & Ei! Kumpel

Lembram-se da Ei! Kumpel, uma das primeiras marcas do Natal em Português 2012?

Pois é, a querida Margarida está de volta com as suas peças em feltro ultra amorosas e temos presentes para oferecer e descontos para as leitoras destas Maravilhas!

Assim, vamos oferecer DUAS pregadeiras em feltro, à escolha das vencedoras, entre as que estão à venda na Ei!Kumpel.

Para se habilitar a ganhar, basta gostar das páginas da Ei!Kumpel e As Maravilhas da Maternidade, partilhar publicamente esta imagem abaixo e aguardar pelo sorteio fazendo figas!






MAIS! Durante o período de duração do passatempo, a Ei! Kumpel oferece 20% de desconto exclusivo às leitoras deste blog! Para isso, basta introduzir o código "eimaravilhas", nas compras que fizer na loja da Etsy da Ei! Kumpel (http://www.etsy.com/shop/eikumpel), ou na sua página do Facebook, em mensagem privada. Pode partilhar até dez vezes ao longo da próxima semana, sempre que partilhar, estará a concorrer, já sabe!

Os modelos podem ser usados por graúdas e miúdos, em roupas, chapéus, carteiras, as possibilidades são tantas quanto as pregadeiras são giras1

Pode participar até às 22:30 horas do dia 16 de Janeiro (próxima quarta-feira-feira).

O sorteio será feito via random.org

Boa sorte a todas!


{10 on 10 Janeiro} Parte II

Fotografar num dia de trabalho fechada não é pêra doce, tenho de ver em que dias da semana calham os próximos 10 do ano!!

Tenho de actualizar o porta-retratos da secretária... Melhor, outra moldura!

Leather trench at lunch time.

O dia começou tão luminoso e logo ao fim da hora do almoço... isto.

My ears hurt...


Se quiser votar nas Maravilhas para blog do ano nas categorias Mulher e Pais/Filhos,
O B R I G A D A 
pode fazê-lo uma vez por dia, todos os dias, até 19/01, aqui:   http://aventar.eu/blogs-do-ano-2012/blogs-do-ano-2012-votacoes-1a-fase-24/

{10 on 10 Janeiro} Parte I

Mais um desafio fotográfico começa AGORA!
A par do Instagram do dia - todos os dias pelo menos um Instagram, que pode ou não vir parar ao blogue (maravilhasmaternidade) - hoje arranca o desafio 10 on 10 - 10 fotos por dia, a cada dia 10 de cada mês do ano. Eu vou tentar uma foto por hora, entre as 9 e as 18 horas, todas Instagramadas, todas a passar para o blogue.
Até agora, tudo bem! Apesar de, fechada no escritório, isto vai ser dose, mas pronto, cá estamos!

A ideia veio para PT pela objectiva da Mariana Sabino, e até ver, estamos nesta a Marta do Este é Meu!, a Sof do Redonda ou Quadrada?, a Batata Frita mãe do Batatascommaionese, a Marta do MartaB, a Jo do Jo White Candy  e a Sofia e a Carolina que eu não sei se têm blogue e talvez a Kiki e talvez a Cacomae.
Já estou perdida!
Bem, vamos a isto, aqui estão as minhas primeiras fotos: circa 9, 10, 11 horas do dia 10 de Janeiro


Rise and shine, mesmo antes de sair de casa, uma neblina luminosa no jardim

Granny style no escritório. Cardigan de caxemira e calças de fazenda...

Go with the flow YAY

Se quiser votar nas Maravilhas para blog do ano nas categorias Mulher e Pais/Filhos,
O B R I G A D A  pode fazê-lo uma vez por dia todos os dias, até 19/01, aqui: http://aventar.eu/blogs-do-ano-2012/blogs-do-ano-2012-votacoes-1a-fase-24/

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

{Instagram do dia}

Coitados, estes desgraçados não apanharam o último comboio para a terra dos sonhos...


Caso queira votar nestas Maravilhas para o blogue do ano nas categorias Mulher e Pais/filhos, AQUI, obrigada!

Mi blog es tu casa



Tal como já tinha deixado antever no Domingo, aqui As Maravilhas vão dar tempo de antena a histórias da vida que podem ser nossas, mas não acontecem a todos nós.
Há temas e situações que nos acontecem que queremos que sejam íntimos, dos quais temos vergonha, pudor, ou simplesmente alguma reserva para falar. Não andamos por aí a contar os nossos episódios mais fortes ao pessoal ou a quem queira ouvir, mas às vezes temos de desabafar. De contar. Um blogue nisso é muito bom. Aqui partilho pequenos episódios da minha vida, algumas confissões. Muitas confidências. Um blogue dá-nos um nível de anonimato que nos permite confessar coisas que habitualmente não confessaríamos assim, sem mais e dando a cara.
E há coisas sobre as quais se deve falar, assuntos que interessam a todos nós mas dos quais não se fala, dos quais não se sabe.
Por isso, já vinha cozinhando isto há algum tempo e comecei a fazer convites e a coisa está composta. O meu blogue vai ser a casa de assuntos sérios, dos quais eu não posso falar com propriedade porque não se passaram comigo, mas que eu considero importantes para partilha e informação geral, ou apenas para desabafo.

Basicamente, quem escreve dá a coragem, eu dou o blogue. E tenho a certeza que todos vão ficar a ganhar com a partilha e conhecimento de experiências que aqui vão surgir.

O testemunho de hoje: Uma mãe de duas filhas fez uma tatuagem há muuuuitos anos e como tantas tantas vezes acontece, arrependeu-se. Conheçam a sua história e juventude que leia estas Maravilhas, pensem duas vezes!!



Eu fiz uma tatuagem e arrependi-me

Desde o final da adolescência quis ter uma tatuagem. Achava super giro, super cool, estava em plena adolescência rebelde e queria mesmo fazer.
Mas não investiguei a fundo o mundo das tatuagens, não comprei revistas, não pesquisei inspirações como deve ser. Houve alturas em queria um olho de Udjat, outras em que queria um desenho qualquer, ainda outras em que queria uma tribal. No tempo em que a fiz ainda nem tinha computador pessoal quanto mais internet para investigar diferentes desenhos ou estilos de tatuagens. Conhecia as tribais e pouco mais. E a ideia de uma tribal ficou. Era a moda.

A única obsessão era fazer uma tatuagem, e arranjar dinheiro para a fazer, porque elas eram caras.
A única certeza era que queria uma tribal e que queria tê-la num sítio em que tão facilmente a mostrava como a escondia. Não podia ser no braço, no tornozelo, ao fundo das costas, no ombro, no pulso, ou em qualquer outro sítio dos tradicionais em que se poderia facilmente ver. Também sabia que a tribal não poderia estrar ligada a ninguém nem ter um significado qualquer de amor, paz, felicidade, fosse o que fosse.
Tinha de ser uma tatuagem e significar 0, para depois não a ligar emocionalmente a nada ou ninguém. Ou não correr o risco de ter um caractere chinês a pensar que significava amor e vai-se a ver significava arroz. Até eu sabia que isso seria extremamente parvo!
Isso e fazer tatuagens iguais ao amor da altura ou o tatuar o nome de alguém. Até eu sabia que o mais certo era a tatuagem durar mais que o amor ou lá está, ser extremamente parvo!

E às tantas, lá reuni o dinheiro necessário e fiz uma tribal. Mas não foi uma tribal qualquer. Foi uma tribal que escolhi numa tarde, nos álbuns de inspiração de um qualquer tatuador fajuto da cidade onde na altura estudava. Nem sequer me dei ao trabalho de ir fazer a um local de referência máxima, foi no mais próximo.
Agora penso em todos estes factores, mas lembro-me que na altura a única coisa que pensava era que queria uma tatuagem e queria-a agora! E foi uma emoção, adorei a experiência e não me custou nada!
A tatuagem ficou engraçada e na altura achei-a gira, mas ficou muito grossa à pele, nada regular. Ficou pouco perfeita, pouco profissional. Foi logo o primeiro erro.

Decidi fazer na barriga, abaixo do umbigo mas não muito. Erro crasso. Pensava eu que estava bastante descida mas nada tramp stamp (linda expressão que vim a conhecer anos mais tarde e que diz tudo…), mas a verdade é que as cinturas ainda viriam a descer muito e a minha tatuagem afinal estava a meio da barriga, não suficientemente em baixo. No ano seguinte começou a loucura das calças de cintura descida e a tatoo ficava tão à vista ou chegava a ser coberta pela camisola e a barriga por baixo aparecia. Às vezes era um efeito que eu apreciava na altura, outras já era inconveniente.

Tive de contar à família, lógico. A minha mãe teve um desgosto mas aceitou, o meu pai ficou louco. Reagiu pessimamente, deixou de me falar por umas semanas, foi um drama. Enfim, ficamos assim, a tatuagem não poderia jamais ser vista por ele, em qualquer circunstância. Até na praia! Com as férias de Verão ainda a decorrer com os pais, andava 15 dias no Algarve com um bikini especial pai que tinha gola alta. E que prontamente enrolava para pôr a querida tattoo a arejar, assim que o pai estava fora do radar. Muito radical!

Entretanto… cresci. Os anos passaram por mim mas não pela tatuagem. Passou-me a febre pseudo-radical/moderninha/alternativa/bué cool de trazer por casa. Deixei de gostar da tattoo.

Gostava que ela tivesse ficado mais escondida, porque num plano ideal eu até gostava dela. Mas só para eu ver. Começou a incomodar-me as pessoas verem a minha tatuagem na praia, em público, não queria que reparassem. Na verdade, começava a achar esta história das tatuagens um bocado foleiro. Um bocado bimbo.
A cena democaratizou-se.
Todo o bicho careta começou a ter tattoos. E quanto mais bimba fosse a pessoa, mais tatuagens tinha. Era o que cada vez me começava mais a parecer. E a incomodar.

É que isto das tatuagens é muito bonito, mas é como tudo, vai por modas. No tempo em que fiz a minha não se viam muitas por aí, e estavam na moda as tribais, os caracteres chineses, mas depois vieram as góticas, depois as estrelinhas, agora está na moda as frases feitas em caligrafia… E as tattoos ficam datadas. Eu até posso achar uma tatuagem bonita, mas se a parola do lado tiver uma igual, é uma fraude, o que diz isso do meu gosto, do meu corpo, do que eu decidi fazer com ele?
Nem é uma questão de se ficar velha e encarquilhada e com uma tatuagem a cobrir as costas. É mesmo uma questão de ser algo permanente no nosso corpo, algo que mais cedo ou mais tarde, por muito que nos custe admitir, nos pode deixar embaraçadas, ou fartas, ou démodé.
Acontece.

E decidi tirá-la.

Mas se para a fazer apenas foi necessário reunir 15 contos, para a desfazer foram mais de €1.000,00. Mais!

Digam o que disserem é impossível remover uma tatuagem sem deixar marcas permanentes. O laser apaga, mas não desaparece com o relevo, com alguma cor. A tatuagem deixa de estar tão visível, mas continua a lá estar.
E eu queria pulverizar a minha dali para fora. Queria esquecer que alguma vez tinha tido alguma.

Em consulta com um médico de cirurgia estética, ficou decidido que a tatuagem seria tirada à naifa, em duas sessões. Basicamente o médico ia recortar a tatuagem e coser a pele. Em duas levas, para que não ficasse um buraco demasiado grande logo à primeira. E isso seria possível porque ainda assim a tatuagem tinha “apenas” o tamanho de duas moedas de €2,00, e era na barriga, onde haveria pele para distender. E podia dar-me por contente, menos mal! Porque se fosse no tornozelo ou num ombro ou fosse grande, nada feito, tinha de viver com ela e pronto. Mas havia essa solução. Uma cicatriz de mais de 1.000 euros por uma tattoo de 15 contos. Bom negócio, hãn?

E assim foi, lá tirei a tatuagem em duas levas e verdade seja dita, fiquei muito mais leve.
Eu prefiro ter uma cicatriz a ter uma tatuagem.Não fiquei com saudades nenhumas.

Entretanto tive a felicidade mas o azar para a cicatriz de engravidar de gémeas alguns meses depois da cirurgia e a cicatriz hoje está horrível. Esticou imenso  e ainda é muito roxa e está toda aos zig-zags. Claro que a barriga de pós-gémeas não ajuda, mas até foi mais ou menos ao sítio apesar de algumas estrias, a cicatriz é mesmo o pior.

Talvez daqui a uns meses, se eu me ficar mesmo pelas duas filhas, eu venha a fazer outra operação para remover a cicatriz. Trocar de cicatriz! Talvez isso faça com que fique menos inestético, mas não sei, não há garantias de nada…

Só sei que fiz uma tatuagem, arrependi-me e reparar o erro custou-me muito caro e deixou marcas para sempre.

Não vão em modas. Não sejam bimbas. Façam tatuagens temporárias, hena, decalques, mas pensem bem antes de fazer uma tatuagem só por pensarem que é cool ou porque meteram essa ideia na cabeça.

Nós mudamos com a idade, envelhecemos e melhoramos. As tatuagens não, elas são desenhos estáticos em corpos e mentes dinâmicas. Nós crescemos e evoluímos, queremos novas coisas para nós, para o nosso corpo. Uma tatuagem é uma âncora num Eu antigo que não volta a ser. Podemos adorá-la na altura, até ser uma paixão para sempre, mas, por via das dúvidas, não paguem para ver.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Instagram @maravilhasmaternidade


asmaravilhasdamaternidade@gmail.com

Postagens populares

Archives

Credits & Disclaimer

O conteúdo escrito deste blogue é propriedade intelectual da sua autora.
O uso não autorizado, indevido ou para fins comerciais não contratados de qualquer conteúdo deste blogue, poderá dar origem a processo judicial.

Sempre que algum serviço, marca ou produto forem oferecidos ou apresentados e pedido que eu fale sobre eles, eu faço questão de dizer que foi oferecido, ou que me convidaram a pronunciar e que a minha opinião é isenta, sincera e livre.
Assim sendo, sempre que for o caso (parceria, pagamento, oferta, convite), será referenciada a proveniência do produto ou o intuito do post, por simples referência no próprio post. O seu conteúdo será sempre o reflexo da minha opinião pessoal, livre e sincera.

Sempre que não seja feita a devida referência, qualquer menção a produtos, serviços e marcas é espontânea e absolutamente gratuita.

Com excepção das fotografias que sejam da minha autoria ou que retratem a mim e à minha família, as quais serão devidamente referenciadas, eu não detenho quaisquer direitos de autor sobre as imagens apresentadas. As imagens são retiradas de pinterest.com e neste endereço estão os links de origem das imagens (http://pinterest.com/maravilhas/). Caso detenha direitos de autor sobre uma imagem e desejar que seja retirada, por favor envie um email para a morada electrónica supra indicada.
Except for the photos taken by the author of this blog, wich will be fully identified, the author does not hold any copyright claim on images presented. If you hold copyright over any image and wish it to be removed, please send an email and it will be so promtly.