Dormimos mal. Um misto de calor, cansaço, mal estar. Não foi por causa da derrota, já não é qualquer coisa tão fora do nosso alcance que nos tira o sono, mas seguramente não nos ajudou a deitarmo-nos leves, alegres e satisfeitos.
Fica sempre uma sensação de abandono, de desalento. A selecção somos todos nós, mas eles são eles e nós somos nós. Portugal se une para uma luta comum, mas não é o nosso dia que está em jogo, a nossa vida que se desenrola em campo, o nosso futuro que se traça naquelas linhas. O dia é deles e os nossos dias continuam. Ficamos entusiasmados, torcemos, vibramos (que diabo, até eu partilhei o melhor sorriso que a selecção me conseguiu tirar!), mas no fim, com o que ficamos? Um grande orgulho, uma vitória estrondosa? Confetis e champagne? Uma amarga derrota, o arrumar das botas? Bares vazios e copos pelo chão? O que resta ao perdedor? Lamber as feridas, chorar, pensar no que podia ter feito, no que os outros fizeram? E o que resta ao vencedor? Festejar muito, erguer uma taça? Desfilar nas avenidas e ser recebido em apoteose? Depois da derrota é o nada. Mas depois da vitória é o nada também.O que se faz com uma taça? O que representa ela verdadeiramente? Que tivemos uma sorte do caraças nos penaltis? Que os outros não conseguiram marcar, ou jogar melhor do que nós? É que um campeonato de futebol resume-se a isso, a ganhar e perder, jogando futebol. Nada mais.
E ontem, no entanto, aficionados e desligados, conhecedores e despistados, todos perderam com a nossa selecção, ninguém ficou contente. Ninguém ficou indiferente. É uma depressão.
Nem o miúdo se safou e nos safou. Delirou com a noitada, lá para o fim da noite gritou golo que se fartou, deitou-se tarde e cansado.
E hoje de manhã acordou tão deprimido como nós. Chorou, nada o consolou, nada queria fazer. Nós não sabíamos o que ele tinha ou queria, porque nem ele o sabia, estava perdido no seu desconsolo.
Puto, como eu te compreendo.
INQUÉRITO!!!
Um pouquinho do seu tempo, posso?
Responda a esta pergunta sobre o que gosta de ler neste blog, aqui:
OBRIGADA!!
quinta-feira, 28 de junho de 2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Só um exemplo
Já tinha falado sobre isto em outro post, há muito tempo, mas, tendo lido este artigo no Crónicas das Horas Perdidas, vale a pena passar a palavra, porque nunca é demais relembrar, porque esta é mesmo uma questão que me tira do sério!
Já agora, algo muito simples que cada mãe e pai podem fazer é questionar a escola sobre a sua política quanto a crianças não vacinadas e assegurar que não admitem crianças cujos pais não as tenham vacinado. Na maior parte das escolas é obrigatória a apresentação do boletim de vacinas actualizado, mas garantam que não seja apenas uma formalidade.
in A pox for you.
Já agora, algo muito simples que cada mãe e pai podem fazer é questionar a escola sobre a sua política quanto a crianças não vacinadas e assegurar que não admitem crianças cujos pais não as tenham vacinado. Na maior parte das escolas é obrigatória a apresentação do boletim de vacinas actualizado, mas garantam que não seja apenas uma formalidade.
My son has cancer. He can't go into day care because of unvaccinated children.
"Ordinarily I wouldn't question others' parenting choices. But the
problem is literally one of live or don't live. While that parent chose
not to vaccinate her child for what she likely considers well-founded
reasons, she is putting other children at risk. In this instance, the
child at risk was my son. He has leukemia.
What does any of this have to do with vaccinations? While the purpose of
chemotherapy is to kill the cancer, it also kills the good cells—most
notably the infection-fighting white blood cells. That means my son has
limited ability to fight off anything. A single unimmunized child in an
ordinary child care setting is the equivalent of a toddler time bomb to
him.
[...]
Those who cannot be vaccinated, including young babies, transplant, and
cancer patients, depend on the immunity of the herd to protect them. In
recent years, in communities where many parents opt out of vaccinating
their children, the herd has diminished. As a result, unvaccinated
children have died from totally preventable infectious diseases such as
measles, meningitis, and pertussis.
In 2008 in San Diego, a 7-year-old boy whose parents refused vaccines
contracted measles while on a family trip to Switzerland. Before
realizing how sick he was, the boy went to school and infected four
other kids at school, after having already infected his two siblings. He
then infected four other children who happened to be in the waiting
room at his pediatrician's office. Three of those children were too
young to have received their MMR vaccines. One of those infants was
hospitalized; another traveled on an airplane while infectious. This
case is a sobering example of how one family's decision not to vaccinate
their children has serious consequences for other children.
[...]
Because we want him to have as "normal" a life as possible, we'll likely
send him off in the bright yellow school bus and cross our fingers that
the kid sitting next to him didn't just attend a "chicken pox party"
over the weekend. Because what's "just a case of chicken pox" for that
kid could be a matter of life or death for mine."
in A pox for you.
terça-feira, 26 de junho de 2012
As minhas cores
Já tinha lido sobre estes sites e testes aqui, entretanto a Dora fez-me sentir aquele "olha, também vou fazer" final e lá fiz o teste das cores. Basicamente descobrimos on-line quais as cores que nos favorecem, inserindo-nos em um de vários grupos possíveis, distribuídos de acordo com combinações de tom de pele, cabelo e olhos, e nomeados segundo as estações do ano e subgrupos. Tudo para nos ajudar a fazer compras mais racionais e mais indicadas para o nosso tipo.
Tal como temia, o resultado não foi consensual (de mim para mim, que eu sou uma pessoa muito complexa, eu hahaha), não consegui centrar-me numa estação. Ou sou um Inverno profundo, ou sou um Outono profundo.
Ora, eu tenho traços de um e de outro e gosto de me ver e usar cores de um e do outro. Fiquei em cima do muro. Um dia acho que sou deep autumn, no seguinte sou claramente deep winter. Hoje, por exemplo, sinto-me completamente deep autumn! Ao menos, entre um e outro, fico com um leque mais alargado de cores a usar, nada mal!
Para fazerem o vosso próprio diagnóstico e saber quais as cores que vos ficam a matar e quais são mesmo a evitar, leiam estes posts:
http://busywomanstripycat.blogspot.pt/2011/08/season-colour-analysis.html
http://busywomanstripycat.blogspot.pt/2012/05/roupa-simplificada.html
http://www.thechicfashionista.com/seasonal-color-analysis-2.html
Tal como temia, o resultado não foi consensual (de mim para mim, que eu sou uma pessoa muito complexa, eu hahaha), não consegui centrar-me numa estação. Ou sou um Inverno profundo, ou sou um Outono profundo.
Ora, eu tenho traços de um e de outro e gosto de me ver e usar cores de um e do outro. Fiquei em cima do muro. Um dia acho que sou deep autumn, no seguinte sou claramente deep winter. Hoje, por exemplo, sinto-me completamente deep autumn! Ao menos, entre um e outro, fico com um leque mais alargado de cores a usar, nada mal!
Para fazerem o vosso próprio diagnóstico e saber quais as cores que vos ficam a matar e quais são mesmo a evitar, leiam estes posts:
http://busywomanstripycat.blogspot.pt/2011/08/season-colour-analysis.html
http://busywomanstripycat.blogspot.pt/2012/05/roupa-simplificada.html
http://www.thechicfashionista.com/seasonal-color-analysis-2.html
AS MARAVILHAS DA MATERNIDADE
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Os dilemas de vestir meninos e meninas
A diferença entre escolher e comprar roupa para menina e roupa para menino é abismal, diria que são desafios diametralmente opostos.
Para um menino, o desafio está em escolher o melhor possível perante a pouca escolha que temos.
Para uma menina, o desafio está em escolher o melhor possível perante a imensa escolha que temos.
Para mim, nesse aspecto, ter um menino é muito libertador. É apaziguador saber que encontramos e trazemos sem dificuldade tudo quanto realmente gostamos porque o sortido é escasso e as peças que realmente gostamos são ainda menos. Nunca fico com pena de deixar aquela t-shirt tão gira para trás porque eu trouxe-as todas e eram duas. O miúdo podia ter uma peça do que gosto em cada cor do arco-íris e ainda assim sobrava espaço na sua cómoda.
Se fosse assim com a minha roupa eu seria uma mulher ZEN. Mas não, porque eu sou uma menina e o centro comercial foi feito a pensar em mim.
Por isso mesmo, ter uma menina deve ser uma delícia de possibilidades mas também uma frustração, porque devemos ser inundadas por milhares de peças lindas, tornando a escolha diabólica e a tentação constante. A qualquer momento podemos ser assaltadas pela próximo vestido que temos de comprar e temos de estar constantemente a refrear-nos para não cairmos no ridículo de termos o armário da bebé em imparável crescimento mais recheado do que o nosso próprio armário.
Pela boa saúde e paz do meu espírito inconstante (e da minha carteira, já agora), espero que o jogo da agulha feito há milhares de anos não me falhe e eu sempre venha a ter o tal segundo menino tão cientificamente vaticinado!
segunda-feira, 25 de junho de 2012
{Dia 176}
O que faço eu com isto?
Alguém aqui está a falhar. O mais certo é ser eu, mas se for o IKEA, estamos mal, it's a first.
Então eu trago para casa um kit de iniciação às ervas aromáticas, tão jeitoso, tão IKEA e saem-me de lá uns discos de terra compactada? Não traz instruções, a caixa nada diz, no site nada encontro, como é que me desenrolo disto? Junto água? Desfaço com uma faca? O que faço?
Estou tramada.
domingo, 24 de junho de 2012
Inconfessáveis
E quando vamos dar o jantar ao miúdo e ele começa a chorar, aparentemente sem motivo? (cansaço? fome? estupidez natural?) Vemos logo que está tudo estragado.
Larga num pranto inconsolável e não quer pegar na colher. Sacode, dobra-se, vira a cabeça, espalha o ranho. De repente pára, olha para nós impávidas e serenas (a bufar por dentro) e quando lançamos um "Vamos voltar a papar?", acena com a cabeça mas volta a chorar.
Oh, pá...
Volta ao pranto inconsolável e não quer que lhe demos a comida nós próprias. Esconde-se, vira-se, espalha o ranho e chora. E pára e vai olhando, a ver o efeito, nós impávidas e serenas "Assim a mãe não dá o peixinho, pára de chorar." (a espumar por dentro).
E de vez em quando lembra-se de dar tréguas e ir comendo o jantar, entre prantos e ranho, meio sozinho, meio pela nossa mão, conforme onde a onda de choro o leve. E por fim pára tudo e é como se nada tivesse acontecido.
Maravilhas da Maternidade.
Nem me apetece lembrar isto quanto mais escrever sobre isto. Cansa-me, é mesmo isso, é cansativo, é um aborrecimento vivê-lo, quanto mais passá-lo ao teclado.
Depois ainda há quem lamente que não se fale da "realidade" da maternidade, quem se insurja contra as cores pastel de alguns baby blogs, e quem acuse a hipocrisia, falsidade e branqueamento destas cenas da vida privada.
Poupem-me. Se não me poupa o puto, poupem-me as polícias da maternidade real. Como em tudo na vida, a maternidade tem episódios infelizes e episódios felizes e há quem seja masoquista e há quem prefira desopilar dali para fora e fazer por pensar em cenas e nas cenas mais agradáveis. De vez em quando sabe bem pôr cá para fora estes dramas quotidianos e voltar a vivê-los, botar faladura nestas misérias, registar a indignidade, encarar o tédio, mas no mais, não tenho vocação para ruminante.
sábado, 23 de junho de 2012
Contra ventos e marés
Contra marés até não, porque a maré estava bastante baixa e não havia ondas...
Mas contra ventos, sim! Nem quero imaginar como estará esta tarde.
Amanhã quero menos vento, s'il vous plait.
Ainda assim, consegui uns momentos preciosos de dolce fare niente...
Mas contra ventos, sim! Nem quero imaginar como estará esta tarde.
Amanhã quero menos vento, s'il vous plait.
Ainda assim, consegui uns momentos preciosos de dolce fare niente...
sexta-feira, 22 de junho de 2012
O Samurai dos descascadores
Eu tinha perdido o meu descascador preferido, aquele que me ajudava a descascar at]e 86 batatas por minuto.
At]e que ele se perdeu e eu fiquei perdidinha de todo.
Not anymore!
Comprei a vers\ao kitada do descascador do IKEA e aquilo ]e uma cena super s]onica! ]E o ninja dos descascadores, at]e as paredes eu vou conseguir descascar, loucura!
IKEA 365+ VÄRDEFULL Descascador de batatas - IKEA
Topem/me este menino... Zing!
Nota> o meu puto andou }a solta pelo meu computador e virou/me o teclado do avesso, nem uma tecla de acentos e s]imbolos est]a correcta!! Ah, o ponto de exclama;\ao est]a correcto, boa. O que fa:o_ Ser]a que se eu reiniciar o computador isto volta ao s]itio_ Bom, para j]a estou com pregui;a, amanh\a enlouque;o com o teclado...
At]e que ele se perdeu e eu fiquei perdidinha de todo.
Not anymore!
Comprei a vers\ao kitada do descascador do IKEA e aquilo ]e uma cena super s]onica! ]E o ninja dos descascadores, at]e as paredes eu vou conseguir descascar, loucura!
IKEA 365+ VÄRDEFULL Descascador de batatas - IKEA
Topem/me este menino... Zing!
Nota> o meu puto andou }a solta pelo meu computador e virou/me o teclado do avesso, nem uma tecla de acentos e s]imbolos est]a correcta!! Ah, o ponto de exclama;\ao est]a correcto, boa. O que fa:o_ Ser]a que se eu reiniciar o computador isto volta ao s]itio_ Bom, para j]a estou com pregui;a, amanh\a enlouque;o com o teclado...
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