A última semana do Pedro sem óculos. A partir desta próxima semana, espero que o mundo a menos de dois metros volte todo ele aos olhos do meu pequeno crescido.
A princípio vai ser estranho, para nós de fora e para ele por dentro, usar óculos. Mas, pior que estranho, aflitivo é vê-lo agora. Vejo-o a cada dia mais que nunca com os olhos em esforço, aflito com a luz nas pupilas ainda dilatadas, com o estrabismo de focagem, contente como sempre, sem perceber o quão mal vê.
Será que ele vai admirar-se por voltar a ver tudo como deve ser? Será que nem vai notar a diferença? Impossível, são 3 e 4 diopterias, não é brincadeira. Será que vai lutar com os óculos, incomodar-se, acanhar-se? A coisa que mais me doeria seria vê-lo retraído por causa dos óculos. Duvido que aconteça, mas é o meu maior receio, que não se adapte, que lhe caiam mal os óculos, literalmente. Tenho medo que o meu menino mude, aos seus olhos e aos dos outros. Vai ser um choque, por um segundo, vai ser um choque, vê-lo finalmente de óculos.
O meu menino bicho maroto.
Na casa de palha do porquinho mais novo. O maninho. Ele é o porquinho mais velho, tem uma casa de tijolo! A casa de madeira? Pois parece que sobrou para mim, pelo menos é o que o P diz...
A portrait of my children, once a week, every week, in 2014