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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Babysitting

Sábado à noite, espinhosa missão: babysitting a Rica Sobrinha II para que os papás infiéis pudessem ir para a rambóia. Eu e o Tragédias maridão claro, vamos todos para parecermos muitos.
A minha irmã no dia anterior sonhou que eu deixava a sobrinha cair ao chão. Good grief... Efeitos deste post, ou conhecimento de causa? Seja como for, é cá uma confiança nas minhas capacidades, sinti-me do mais preparada para tal empreitada!
Anyway, nem pesadelos puderam separar a minha irmã e cunhadão da vadiagem, os Tragédias vieram pôr o olho à miúda e às 21:00 já tomavam conta do pedaço.

Ela ficou ainda desperta deitada no sofá, posição preferida, sozinha a olhar para o boneco, a mexer no penduricalho, a combater o sono virando a cabecita constantemente. Passados 10 minutos as pálpebras venciam. Eu tinha instruções rigorosas:
1. Levar a miúda para o berço apenas depois de adormecida, para não se dar conta de quem a leva para a cama.
2. Levar a miúda na horizontal e sem trepidações, para não despertar.
3. Não deixar a chupeta cair enquanto não estivesse ferrada na caminha dela, porque sem esse conforto inicial, era certo despertar e topar que não era a mamã que a punha na cama.
4. Mesmo que ela acordasse e até chorasse, a partir do momento em que fosse para o berço, chegávamos a um ponto de não retorno, não há volta para a sala, nem colo.
Bolas, isto ia ser complicado.
Assim que eu peguei nela e comecei a dar os primeiros passos, a miúda abriu os olhos, mas eu já estava em ponto de não retorno, continuei para o quarto. Ela ficou a olhar para mim desconfiada, não estava a perceber a cena, mas como já me conhece (hã, o poder...) escolheu não mandar vir. Chegadas ao quarto deitei-a na caminha e mantive a chupeta onde devia. Ela ia puxando a chupeta e ensaiando descontentamento, mas eu voltava à carga e ela voltava-se para o outro lado, começando novamente a combater o sono. Quando começava a cerrar os olhos, toca o telefone, era a minha mãe! Barulheira infernal! O maridão atendeu e vem passar-mo ao quarto! Are you stupid or something?! Claro que a L. despertou, enquanto o desgraçado me falava na sua voz cavernosa e eu o explusava do quarto em sussurros. Enfim, passados alguns minutos a cachopa fechou os olhos mais de dois segundos seguidos e eu nem a deixei voltar a abrir os olhos, fechei a luz do corredor e dei o baza.
Passados uns tempos fui ver como ela estava, afinal ainda não tinha voltado a manifestar-se. Cheguei perto e não se mexia, cheguei mais perto e nem a ouvia respirar. Cheguei AINDA mais perto e soltou um suspiro de "vida dura" e eu "Ohhhh..."
Meia hora depois ouvi-a choramingar, apesar do walkie-talkie não ter acusado nada (?) e fui a correr (eu sei que se deve dar um tempo para ver se o puto sossega por si, mas era a primeira vez que tomava conta de um e ele nem era meu, portanto eu posso ir a correr assim que se manifesta, ok?). Chupeta caída, L. triste pela perda do consolo, meti-lhe a chupeta na boca à terceira tentativa (estava escuro!) e tentei consolá-la com a minha doce voz, mas quanto mais falava, mais arregalada ficava (cara de "Quem é esta voz que me fala?"), nem eu sabia o que lhe é dito para consolo, portanto achei por bem calar-me e mais uma vez, dar o baza. E ela para lá ficou, voltou a adormecer.
Passado mais algum tempo chegam os pais desnaturados (JÁ??) e a nossa missão espinhosa estava terminada. "Nossa" porque o maridão deu um ajuda precisosa, a trazer-me o telefone ao quarto e a assistir muito concentrado um qualquer filme ranhoso, obrigada querido, sem ti não teria conseguido...

Enfim, foi uma valiosa primeira incursão no maravilhoso universo da maternidade. Claro que foi um incursão de três horas no mundo da miúda mais porreirinha das redondezas, mas foi uma incursão. Não houve momentos "Três Homens e Um Bebé", mas houve momentos de quase... não, não se passou mesmo nada de especial.
Do lado do maridão a coisa não fica mais interessante, a Rica Sobrinha I começa a dizer ADEUS aos pais quando os avós aparecem para visitar, de tal forma está habituada a ser despachada, pode-se com tal comportamento?? Enfim, estes miúdos só querem rambóia e fazem de tudo para a obter, até serem independentezinhos e bem comportados.

Pode ser que nós tenhamos um daqueles de "gancho", cheios de "personalidade", "quereres" e maus hábitos hehe. Bem, talvez seja melhor não cuspir para cima...

7 comentários:

MarianaS disse...

LLLLLOOOOOLLLLLL!!!!
Adorei a cena do Tragédias levar o telefone ao quarto! Soooooo typical!!!
Como essa só a de ele ter ido checkar a Rica Sobrinha I ao quarto onde estava a dormir, a mando dos respectivos progenitores, e para tal efeito ter... acendido a luz do tecto!!!
Cenas...
Ah, e adorei o relato, muitíssimo bem escrito!
Bjs!

**SOFIA** disse...

Mission Accomplished!!! E foram os dois muito competentes, tanto que a pequena só tornou a acordar às 06:30! coisa que já não acontecia há algumas semanas :D

o texto tá estupendo***

Milene disse...

Adoro os teus relatos!!!!São fantásticos e deixam-me sempre a rir!!!

Depois disto, estão mais que prontos para as maravilhas da maternidade!!!

R. disse...

Com este relato, se vocês estivessem mais perto, estavam já contratados!!!

Maria de Lurdes disse...

Oh Mariana, não é que a luz neste caso também se acendeu? Mas desta vez não foi culpa do maridão, eu não sabia qual dos muitos interruptores era o correcto e na primeira tentativa, pim! Mas foi um nano-segundo, não causou mossa!

Queridas todas, já sabem, quando precisarem, é só contactar, equipa altamente especializada está sempre pronta para entrar em serviço!

MarianaS disse...

Que pena estarmos a 300 km...

karu disse...

Pá, cá por casa ainda não há dessas rotinas assim porreirinhas do ponto de não retorno... Mas há uma noite INTEIRA de sono, por isso não me queixo. Qualquer dia cobro favores prometidos!

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