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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A crise não pode vencer



Li ontem um post de mais uma mulher que tem de adiar a maternidade por conta da crise.

Ler este tipo de posts é revoltante. Eles retratam sem filtros o que a crise faz ao nosso bolso, às decisões do nosso dia-a-dia, às decisões mais importantes da nossa vida, à nossa intimidade, às nossas relações, ao nosso corpo e ao nosso futuro. A crise vai muito além do nosso bolso, do nosso poder de compra. Mas não pode governar a nossa vida, não pode sentenciar decisões tão definitivas como ter ou não um filho. O primeiro filho.

Eu não sou ninguém para dar conselhos sobre quando é que pessoas que eu não conheço devem ou não ter filhos, mas falando em abstrato, falando para o âmago da questão:
não adiem mais.

Se sentem que querem ter um filho, que têm as vossas condições emocionais reunidas - seja idade, pai, vontade, um tecto - não esperem pelas condições económicas que vocês gostariam de ter para terem um filho. Um emprego estável, um rendimento fixo, um rendimento que acautela as despesas, obviamente são factores ponderantes, mas NÃO podem ser decisivos. A vossa decisão não pode depender das condições económicas, não pode depender da crise.
Porque se assim for podem perder a oportunidade de ter filhos, ou de pelo menos tê-los sem dificuldades maiores, sem ainda mais custos financeiros e emocionais, na idade que vocês consideram a ideal, no vosso timing.

É que a crise instalou-se confortavelmente e não vai a lado nenhum. Ela afundou o seu real traseiro no sofá das nossas salas, da nossa cozinha, e de lá não vai sair. Agora, ela não pode entrar dentro do quarto. Vamos levar ANOS a expulsar esta crise da nossa vida. Não vai ficar melhor tão cedo, pelo contrário. Por isso mesmo, não pode ser por causa dela que não podemos ter um filho.

Não deixem passar mais tempo, não esperem para daqui a um ano, ou dois, ou quando tiverem 33 anos ou 35. Ou 38. Não se deixem vencer mais um mês e mais outro e quando finalmente puderem, já ser tarde. Para o primeiro. Para depois ainda vir um segundo. Para a vossa estabilidade emocional, para a história de amor que talvez tenha servido de base à vossa vontade. Para aquele desejo de sempre que não se compadece com o facto de não terem encontrado um pai, mas que admitem secar por causa da crise.

NUNCA será a altura perfeita.
Se é muito complicado ter um filho, criar um filho em tempos de crise? Nem consigo imaginar o limite. Mas não é impossível. Crianças nascem em tempos de guerra, crianças nascem no meio do deserto, do lamento, do nada. Crianças nascem há milhões de anos e nessa altura não havia água canalizada, nem fibra ótica.
É muito batido dizer isto, é leviano, mas bem ou mal, melhor ou pior, os filhos criam-se. Mesmo que mais pobres do que gostaríamos, mesmo que não em condições ideais.

É triste, mas esta crise é tão brava que tantos de nós teremos de criar os nossos filhos mais pobres do que nós éramos com a idade deles. A prosperidade das gerações seguintes não é uma realidade, muito menos uma garantia ou uma promessa. Os nossos filhos vão ter um poder de compra menor do que o que nós tínhamos com a idade deles e do que aquele a que nós estamos habituados para nós hoje, ou melhor, ainda ontem.

É disso que não devemos ter medo. De perdermos euros a sério por termos filhos. Isso vai acontecer, vai ser uma complicação dos diabos. Repito, os nossos filhos vão ser mais pobres do que nós éramos com a idade deles. Principalmente com as solicitações, as rendas, as mensalidades disto e daquilo, os gadgets, os preços das milhares de coisas que temos de ter na nossa vida para nos sentirmos satisfeitos hoje em dia. Ou simplesmente porque os salários são cada vez mais baixos e todos os outros preços sobem. Quando somos obrigados a ter menos na nossa mão, que esse vazio nos permita fazer a separação do que realmente é primordial na nossa vida. E o nosso relógio biológico É.

É uma questão de aritmética, mas as contas impossíveis que terão de fazer à vida não podem levar a que o resultado seja = NÃO TER.

Esta pode ser a oportunidade de a geração Heidi fazer os seus filhos, a nova geração que aí vem, voltar aos tempos da Heidi, em que a frugalidade não era uma tendência cool, mas a nossa simples realidade. 

 Não podemos deixar que a crise vença a nossa família, mesmo que se torne uma família mais pobre, teremos sempre vidas mais ricas.

33 comentários:

Raquel Alves disse...

True.

Gi disse...

Se eu tivesse esperado por uma melhor altura, nunca tinha sido mãe. Tinha uma casa por vender, estavamos ambos precarios (eu fui 15 meses para o desemprego porcausa da gravidez), não tinhamos apoio familiar num raio de 80kms e não pensámos duas vezes. Temos mais do que os nossos pais ou avós (a minha avó criou 14 filhos e entretanto netos no apartamento T1 para o qual vou viver e, sim, viviam lá todos - com horarios diferentes de trabalho/escola e o meu avô faleceu pouco depois do ultimo filho) embora achemos que não temos. Pois, falta-nos para a tv cabo e para jantar fora..enfim..nem vou entrar por aí. Há sonhos fáceis de realizar e, afinal, são os mais importantes da nossa vida.

Sentada na ponta da lua disse...

Concordo a 100%.
Faz-me lembrar uma frase que me foi dita há quase duas décadas atrás: O momento ideal, com as condições ideias não existe.

Raquel Abreu disse...

Concordo plenamente com o que diz. Não podemos adiar este tipo de decisões por causa desta crise. Fui mãe a 6 meses e foi a melhor coisa que me aconteceu...
o amor incondicional que tenho por ele, as pequenas gracinhas que ele faz, o sorriso que faz quando me vê a chegar a casa, faz-me esquecer a porcaria desta crise.... é a melhor sensação do mundo ser mãe...

Maria de Lurdes disse...

É que ter um filho é tão maior que a crise, que as coisas acabam por se encaixar, não é?

Pampa disse...

A verdade é essa, depois dos filhotes virem tornamos nos muito ( mas muuuuuito ) mais ricos. E de repente os jantares fora ( com alguma regularidade ) deixam de fazer nos falta, porque o nossa melhor parte está em casa, nada mais me completa. Nada mais me põe um sorriso estampado na cara nos dias menos bons.

Elix disse...

Concordo a 200%!!! Desde que haja a amor tudo se consegue...
Se fosse a pensar assim nunca seriamos pais, se virmos que o nosso pais está sempre em crise...
bjs*

Filipa disse...

é sempre complicado... por um lado é importante reunirmos as condições para darmos o mínimo: conforto, educação, higiene, saúde. Mas o que é certo hoje amanhã já não o é! E se hoje temos um emprego que nos dá todas essas condições, daqui a 1 mês ou dois poderemos já não ter. São situações que não conseguimos controlar.
Li outro dia um post de uma rapariga num blog que me entristeceu: tem 39 anos e adiou a maternidade por estas e outras razões. Agora saíram as notícias do que farão para o ano com os cortes nos salários e já vai tarde... entristeceu-me mesmo ver uma coisa destas. É triste termos de condicionar as nossas vidas com isto, mas há uma factura que pesa muito: a creche dos miúdos. Se acontecer a alguém o que aconteceu connosco: inscrita em 6 creches desde que nasceu e nunca entrou em nenhuma. Temos a C numa creche privada porque obviamente temos de trabalhar e é caríssima porque todas aqui perto são... tinha a hipótese de a colocar mais longe daqui e a creche seria mais barata, mas depois acrescia o custo do combustível, horas que teria de sair mais cedo e etc. Enfim, são situações complicadas e decisões ainda mais complicadas, porque se de repente não conseguimos pagar uma creche, não conseguimos ir trabalhar, não temos onde os deixar, faz um efeito bola de neve... depois falta dinheiro para vesti-los e pode ir o resto todo atrás. É muito triste o que está a acontecer no nosso país.

Filipa disse...

fiz um post no meu blog sobre este tema depois de ler-te :) e gosto muito de te ler! beijinhos!

Formiguinha disse...

Verdade... mas...

Onde é que a criança fica??? Se não houver condições para pagar um privado e não houverem avós por perto...??? Na minha zona pura e simplesmente não havia qualquer vaga para berçário...
E pediatra?
E as baixas / faltas que se acumulam no 1º inverno da qualquer mãe???

A sério no dia de hoje tenho muita dificuldade em ser razoável quanto mais optimista, por isso talvez não esteja a fazer todo o sentido. Mas sim, eu queria ter pelo menos mais um filho e não posso....

Bêjos

sof* disse...

eu tento manter a máxima: se não estamos em guerra, ainda estamos bem. creio que pior do que isto não ficaremos, mas daqui a uns anos estaremos melhor de certeza absoluta. depois só nos resta pensar que "oh quem me dera ter sido mãe" ou no meu caso (que já penso) "quem me dera ter sido mãe há mais tempo!!"

Ana Carvalho disse...

O meu filho é a melhor coisa da minha vida, foi um sonho tornado realidade, veio completar o que eu e o meu marido à 13 anos andamos a construir (sim começamos a namorar com 15 anos), não imagino a nossa vida sem ele...
Se é dificil?? Sim é, são muitas despesas, muitas contas para fazer.
Se vale a pena?? Vale mais do que a pena, aliás faz tudo valer a pena, até as horas infinitas que passo no escritório para lhe poder dar td o que ele precisa.
Se queremos mais filhos? Sim queremos, pelo menos mais dois, mais duas vidas para completar as nossas três, porque não há nada melhor do que o amor que se constroi em familia.
Se vamos adiar o nosso sonho por causa da crise?? Não, daqui a um ano e meio voltamos a tentar engravidar (o tempo de espera tem a ver com a cesariana)
Se vai ser dificil? Sim, vai ser muito mais dificil, vamos ser 4 bocas a comer, vão ser mais visitas ao pediatra, vai ser uma mensalidade a mais na creche...
Se vai valer a pena?? Sim, porque vamos ser mais e mais felizes

vidasdanossavida disse...

Adorei e concordo em absoluto! E é tão verdade que o momento perfeito nunca chegará, pois ele não existe. Existe apenas a vontade de sermos pais. É que até podemos testudo controlado, mas a vida troca-nos as voltas. Eu. Tinha trabalho quando engravidei há um mês, tinha-me sido dada a coordenação de um projecto importante e quando receberam a minha baixa de gravidez de risco... Ups! Não vai dar para voltares! Irritei-me, mas o mais importante é a família e tudo o resto se resolve. Bjs e obrigada pelo post

Vera disse...

Assino por baixo tudo o que escreves (mesmo ainda não tendo chegado a essa fase).

Transcrevi o teu texto para o meu blogue (devidamente linkado, claro).

Parabéns

Vecas disse...

Este é mais um dos teus magníficos posts, tão real e verdadeiro, concordo com as tuas palavras e subscrevo, mas digo muitas vezes para mim, se fosse nesta altura será que engravidava ? ás vezes não sei mesmo!claro que esta hipótese não se levanta neste momento não me imagino sem ele, mas se ainda não tivesse tido um filho provavelmente estaria numa situação de adiar mais um pouco!

Na Província disse...

Tem toda a razão, eu cometi esse erro, tenho 39 anos e pode ser tarde e ainda estou pior que quando era mais nova. Só não digo que fiz mal, porque o que me levou a adiar a maternidade foi a questão "emocional/pai" mas agora que o pai é o ideal, surge o material, caramba!!!!Tem razão, quando diz para não pensar muito, sempre foi esse o meu problema.
Um beijinho

Analog Girl disse...

Concordo plenamente contigo.
Ando a adiar a maternidade, não tanto por mim, mas pelo meu "marido" a quem estes assuntos afectam com mais dureza, especialmente depois de ter visto o salário a ser cortado e agora lá vêm mais cortes no início do ano.
Enquanto isso eu sou infeliz no meu trabalho e vejo as minhas responsabilidades a acrescerem, a pensar se a empresa onde ele está se aguenta, se os meus nervos aguentam, sem saber se poderei tentar mudar de trabalho e esperar uma eternidade até poder engravidar, ou se faço o esforço de continuar infeliz e corro o risco de dar um exemplo de alguém mais insatisfeito aos meus filhos (o meu pai odiava o que fazia, fazia-o por nós mas deixou-nos marcas por isso, a mim e à minha irmã).
Enfim, são muitos "ses". Mas de uma maneira ou outra, creio que ele cada vez mais aceita a ideia e vamos ver como anda a carruagem ao longo de 2013, mas de seja como for, quero estar a tentar por esta altura, para o ano. Há uma pequena optimista em mim que não quer saber da crise para nada, e que sabe que pode aprender com o exemplo dos pais e oferecer uma alternativa aos filhos. :)

Sofia disse...

ML, mais argumentos -
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=591701

(se precisos fossem..)
Bjos!

Cláudia, Vila do Conde disse...

Nem mais nem menos! É por isso que contra tudo e contra todos vou tentar engravidar novamente em Dezembro (mesmo que vá ouvir o: "Ah...agora com a crise ter filhos é um luxo...o que vai ser deles..."...quero lá saber...aprendi a viver o dia-a-dia...o futuro pertence a Deus! :)

Saltos Altos Vermelhos disse...

Sim é verdade que nunca temos a certeza quando será a altura ideal e se pensarmos muito de certeza que não fazemos a maioria das coisas. Mas confesso que pondero muito o facto de ter mais um filho... terei emprego para o ano? Não sei...
Como estaremos? Não sei... e assusta, muito!
e já escrevi sobre isso: http://www.saltosaltosvermelhos.com/2012/09/a-pilula-anticoncepcional-mais-barata.html

Adoro-te Mamy... disse...

Sem palavras Maria a veracidade do que escreveste é tão prática, séria e realista que até doi... Na verdade não existem momentos perfeitos, e de certa forma todos nós vivemos dias melhores e piores mas vivemos, e tudo se compõem!...
Um beijinho grande!

Flor Guerreira disse...

Concordo! Tenho duas e se conseguir...por muito que ganhe menos...há-de vir a terceira!

Sónia disse...

Não deixas de ter razão mas é um assunto complicado, eu se o Tito não tivesse vindo sem contar não tinha outro tão cedo para além da Sofia.Porque temos de pensar em muita coisa mesmo, e pensar que não lhes podemos dar tudo é doloroso. Estou desempregada e isso mete medo por eles não por mim...mas estão cá e não lhes falta nada,mas compreendo quem tenha medo. É normal não posso condenar, mas também concordo contigo em alguns pontos!
Beijinhos

S* disse...

Enquanto tivermos amigos e família, alguém que nos dê a mão, estaremos bem. :') não podemos adiar o futuro.

Aline r disse...

Eu queria um 2º filho. Mas por causa da dita crise, pagar 2 infantários (pois ainda pago do 1º) faz-me pensar e fazer contas. O pai então, de tantas contas que fez, não quer. A crise tomou de facto, conta das nossas vidas.

MarianaS disse...

Parabéns, disseste tudo!

Só sedas disse...

Sempre me achei um bocado suicida ou inconsciente por pensar assim. Achava que "quando chegasse o momento da verdade, a minha opinião seria mais calculista e pragmática" mas tenho dúvidas.

Não tenho filhos nem estou nessa fase emocional neste momento mas sempre achei que é das coisas que não se adia. Um filho é muito mais valioso do que qualquer crise e se bem que é verdade que é fácil falar mas "quero ver como é que te amanhavas com um filho e poucos meios económicos para o sustentar" também é verdade que já se criou muito boa gente com pouco e ter muito também nunca foi sinónimo de ser bem criado. Acho que é uma questão de prioridades e de abdicar de umas coisas em detrimento de outras maiores (um filho). Também vale a pena pensar se seremos mais felizes daqui a uns anos tendo sobrevivido à crise sem sufocos e mantendo a nossas contas bancárias folgadas mas tendo desperdiçado a oportunidade de ser mães. Eu não quereria estar nesse papel.

Obrigada pelo post, gostei muito.

Marta G. disse...

Tive o meu segundo filho há 2 meses. Uma menina. Já tenho um meninocom quase 4 anos. Segundo o pai foi a atitude mais radical que se pode ter actualmente, engravidar, isso sim, é a loucura!
Porquê ter o segundo??
Se pensasse muito, nunca tinha engravidado, com crise ou sem ela nunca há um momento perfeito.
Com a crise, no meio dela, tive mais um filho. Vão ser DOIS infantários...e nao será nada fácil.
Mas acima de tudo ter um filho tem que se sobrepor a estas coisas. Queria dar um irmão ao meu filho. Queria ter mais sorrisos dentro de portas.
Tão bom...! E agora ela sorri, aos dois meses... e sabes? Faz-me esquecer a crise!

Maria de Lurdes disse...

Quero agradecer muito os vossos comentários e as partilhas das vossas experiências.
Talvez tantos e tão bons testemunhos ajudem alguém a pôr cá para fora aquela decisão que já estava dentro de si...

Obrigada

Beijinhos

Luísa disse...

Concordo em absoluto com o que escreveste e acrescento mais uma coisa: a fertilidade da mulher tem um prazo de validade. Quanto mais se adiar o tentar ser mãe, mais difícil será engravidar. Tenho amigas nessa situação e eu própria embora já com um filho, estou há anos a tentar ter o 2º e é exactamente a idade (já tenho 39) que está a complicar as coisas.

Kiki - Família de 3 e 1/2 disse...

É revoltante esta realidade, mas é o que temos!
Tal como a Sónia, tive o Vicente "sem querer" (quis a partir do momento em que vi os dois risquinhos) mas nunca pensaria em tal coisa tão cedo.
E não vou ao terceiro precisamente por isso. Porque pagar 3 colégios é impensável! 3 pediatras, leite em pó, cremes xpto, vacinas, fraldas... Um bebé é muito caro nos primeiros 2 anos de vida. Mas no meu caso, falamos de um 3º. Revolta-me ainda mais quando um casal adia o 1º!!! Não é o casal que me revolta, mas a situação em si. Porque as asneiradas que outros fizeram (e continuam impunes) não deveria interferir de forma tão visceral nas nossas vidas... :(((((

karrapetas disse...

Completamente de acordo! Decidimos engravidar este ano porque não queríamos adiar mais e aqui estamos firmes na nossa decisão, com receios dos tempos que aí vêm, mas mais felizes do que nunca fomos.

Pipa T disse...

Eu concordo que se há vontade de ter um filho se deve avançar, mas é perfeitamente racional que a crise adie esta decisaõ a muita gente.
Bjs

www.shopandtellbaby.blogspot.pt

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