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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Isto é um bebé com tosse convulsa



Isto pode acontecer a uma criança que não seja vacinada contra a tosse convulsa. E não é dos piores vídeos, que esses não tive coragem para postar. Pode tossir até morrer. Até morrer! Quem diz uma criança que não seja vacinada, diz uma criança que AINDA não esteja vacinada (por isso as vacinas são dadas em tenra idade, por isso é que os bebés não devem ser expostos a ambientes com demasiada gente e confusão nos primeiros meses de vida).

Pior! Quando na comunidade haja um número razoável de indivíduos (adultos ou crianças, mas as crianças são mais vulneráveis) que não estejam vacinadas contra a tosse convulsa, tal situação pode permitir o surgimento e rápida propagação de um surto de tosse convulsa e em último caso, o meu filho, que está vacinado e nada tem a ver com as escolhas estapafúrdias dos outros, pode ainda assim apanhar tosse convulsa, mesmo que (esperemos!) com acção mais fraca, pois a sua imunidade adquirida pode não ser suficientemente alta e eficaz para lutar contra um vírus que esteja demasiado forte, ou ele por qualquer motivo, estar com o sistema imunitário mais débil e logo, susceptível. Quem diz tosse convulsa, diz sarampo, hepatite, poliomelite e outros. Mais, não é apenas uma questão de lidar com a doença, é uma questão de lhe sobreviver e arcar com possíveis efeitos secundários, por vezes muito graves.

Os vírus não desaparecem, mesmo que não se manifestem há anos. É disso que essa gente esquece. É que há bons motivos para vacinar as criancinhas, que mais vale um ou dois dias de febre, mesmo que alta, mesmo que chore, mesmo que seja uma "um cocktail de vírus", do que arriscar levar com a doença a sério. A única forma de lidar com vírus é criar forças, dar armas ao sistema imunitário para contra eles lutar, caso apareçam e quando apareçam. Para melhor lutar, há que proteger a si próprio e criar barreiras comunitárias, ou seja, que toda a comunidade vacinada permita o enfraquecimento da acção do vírus pois ele não tem por onde entrar em força, como seja um corpo fragilizado pela falta de imunidade.

Eu faço a minha parte. Vacinei o meu filho e já questionei o infantário para a qual ele vai sobre a sua posição quanto a criancinhas não vacinadas e deixei bem claro que, se é obrigatória a apresentação do boletim de vacinas actualizado para efectuar a matrícula, eles têm a obrigação de impedir crianças não vacinadas de lá entrar, porque há que arcar com as consequências de não vacinar os filhos e os tornar potenciais focos de doença. Porque temos de fazer a nossa parte e se eu não sei o que se passa com a criança ou o adulto que está ao meu lado na passadeira, ao menos que saiba dos coleguinhas do infantário, com quem passará horas a fio e cujos brinquedos partilhará.

Porque eu não quero ver nenhuma criança como aquela ao vivo e a cores.

11 comentários:

Luisa disse...

Não podia concordar mais com este post. Irritam-me a sério os pais que não vacinam os filhos, dá-me vontade de lhes bater porque põem em risco a saúde dos filhos deles e dos outros.

Bjs

MarianaS disse...

Não consegui ver o vídeo, apenas os primeiros 2 minutos. Forte demais.
Concordo em absoluto.

Isabel disse...

Não fui capaz de ver o vídeo... :( Sim, há muitos pais a não querer vacinar os bebes, mas o que é certo é que os casos de doença estão a aumentar...

Crente disse...

Quando era criança, não me deram a vacina. Isto porque havia um caso de deficiência num elemento da família e, na altura, a enfermeira recusou-se a dar a vacina.
Resultado: apanhei tosse convulsa, que foi um sarilho dos grandes. Fiquei com bronquite asmática e passei a infância com problemas.
Agora, já adulta, estou bem. Mas sei que tive sorte. E fico pasma quando ouço pais, adultos, a dizer que não vão dar vacinas aos filhos... vá se lá perceber!
Beijos

Maria de Lurdes disse...

Crente, o teu caso traz à baila outra questão importante, o das pessoas que por um motivo válido (à altura ou actual) não possam ser vacinadas e cuja única hipótese de não contágio ou contágio sem sequelas letais é a protecção que as pessoas à sua volta lhe possam conferir, ao não permitir a propagação do vírus pela sua imunidade.

Este é mesmo um assunto que me deixa possessa...

Faz de Conta disse...

Que aflição :(
Também já tinha lido sobre essa teoria contra vacinação... não consigo perceber...

sof* disse...

nem vou ver o filme :SSSS
essa gente é do pior, imagino que esses adultos também não se vacinem, portanto aguardemos que pisem um preguinho como eu pisei há uns meses e é ver se se lhe pega um Tétano...


por falar em Tétano, este mês já o levo ;)

Tica disse...

O melhor a fazer como medida preventiva é mesmo questionar a creche/escola acerca dos boletins de vacinas... é fazer a nossa parte enquanto mães, no nosso meio! Não deixar esta imbecilidade alastrar e mostrar que os pais estão atentos aos pais "iluminados"... Foi a primeira coisa que perguntei na creche...

MissBlueEyes disse...

Já agora, desculpa a minha ignorância, mas essa vacina é obrigatória? O meu filho levou a rotarix e a prevenar13 e todas as obrigatórias do sistema nacional de saúde. Mas é que ainda hoje falei ao pediatra de uma vacina que a minha prima deu ao filho, por causa das bronquiolites, e que o meu não tem, que custa por volta de 60€ e ele disse desconhecer...

Maria de Lurdes disse...

MissBlueEyes,

Essa vacina faz parte do plano nacional de vacinação, é dada a todos os bebés, no worrys. Quando os pais têm juízo, claro :)

MissBlueEyes disse...

A mim tb me faz uma certa confusão. Como uma prima minha, que tem possibilidades, e não deu a Prevenar13 à filha, porque o pediatra acha que tem um efeito contrário ao que dizem. O mesmo pediatra que lhe mandou dar um leite de 20 e tal € que dava para 3 dias e aos 6 meses mandou passar para leitinho de supermercado Agros...

Enfim, já fico mais descansada!

Obrigada :)

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