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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

E o Pedro?


Durante esta nossa fuga a dois, o nosso Pedro ficou no colinho da vovó, que viu nascer mais uns dentinhos, o impediu de levar tudo à boca e o levou a passear.

Sentimos imenso a falta do Pedro, ele faz parte de nós e estava sempre presente no meu pensamento, nas nossas conversas, em todas as crianças pelas quais passávamos. Sempre que passava por um bebé que ria, por um miúdo que brincava, por montras de lojas para bebés, senhores!, comentávamos logo, "O Pedro ia adorar brincar aqui - Olha, parece o Pedro! - Olha, que giro para o Pedro..." e ficávamos com pena de não termos trazido o nosso bebé, de não estarmos com ele naquele momento... Mas logo depois víamos um bebé a chorar exausto, ou outro aborrecido de morte numa cadeirinha de passeio, ou pais a carregar o carrinho e a mala e a mochila e o bebé parecia mais um embrulho que dormia sobre os ombros do pai e a conclusão não podia ser outra: "A esta hora está o Pedro a dormir a sesta da tarde descansadinho - Imagina o Pedro desesperado na fila do museu, coitados destes pais... - Será que aquela alma não percebe que o puto quer dormir, e não ver a torre Eiffel?"

Felizmente temos avós disponíveis e com muita vontade de ganhar uns dias, umas horas, uma noite com o netinho enquanto nós fazemos coisas para nós, por nós, ou que ainda não são para ele.

Se o Pedro tivesse ido connosco, esta nossa visita teria sido seguramente diferente, não sei se melhor, se pior, mas diferente sem dúvida. Não, eu sei que teria sido pior, sim senhora. Não teria sido romântica, não teria sido tão produtiva, não teria sido tão livre e leve. Teria sido muito giro passear com o Pedro pelas ruas de Paris, as fotos seriam engraçadíssimas. Mas depois inevitavelmente chegaria a hora da sesta, depois a hora da papa e não poderíamos andar a queimar sestas em barda ao puto, ele não fez mal a ninguém, não pediu para ir viajar, nem faria ideia de onde andava, só saberia que o bom do berço, nem vê-lo.

Quando finalmente regressamos, ainda fiquei com medo que o meu menino não me reconhecesse, ou que já não se lembrasse da sua caminha. Tola. O seu sorriso e abracinhos (ele agora dá uns abraços tão bons) deixaram-me descansada... e quando o pousei na caminha e ele imediatamente puxou o fio do helicóptero como faz sempre, foi como se nada tivesse acontecido, um descanso. Descanso ma non troppo, que as malas ainda estavam por desfazer!

3 comentários:

Velud'arte disse...

Por acaso eu e o meu marido temos falado como serãom as nossas viagens no fim da nossa filha nascer...
Que giro "o fio do helicóptero... por aqui irá ser o rabo do ratinho que vai dar muita música :)

Ana Maldivas disse...

Também gostava de fazer uma viagem a dois para o ano quando o Miguel for maiorznho, e tenho exactamente os mesmos receios que tu! Ainda bem que o Pedro nem por um minuto duvidou quem vocês eram e não ficou traumatizado :)
Bj

Su disse...

Deve ter sabido pela vida o abraço dele à vossa chegada :)

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