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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Disto de estarmos velhotes e co-decadentes

A propósito dos vinte anos sobre o suicídio de Kurt Cobain, o nosso programador, um homem feito, portanto, confrontado com o nome Kurt Cobain, não fazia ideia de quem se tratava.

Não fazia ideia! Fiquei chocada. Os Nirvana em si passaram, graças à sua intrínseca coolness e literal teen spirit, a prova da passagem das décadas, mantendo-se a sua música um tesourinho para aqueles teens que querem ser tão à frente que conhecem cenas bué antigas (será que estas expressões ainda são jargão teen?). Tipo a nossa geração e The Doors. Mas o próprio do Kurt, já era...
Os meus preferidos desses tempos, Pearl Jam, como ainda por cá andam, não esquecem, mas ao nosso querido programador, mais uma vez, a obra-prima Ten tinha passado ao lado. Até hoje, pois estou em crer que já foi devidamente envagelizado, mas ainda assim... fico chocada.

Não tanto pelo desconhecimento, mas por já lá irem 20 anos, e essa passagem do tempo ser tanta que já nem obriga ninguém a estar "actualizado". Já lá vão vinte anos, a actualização é agora.

E com isto, lá vai mais um duro baque no meu próprio envelhecimento. Eu sempre achei o meu marido um exageradão, e gozava imenso com ele, porque ele há muito se queixa dos mais novos que o rodeiam e cujas datas de nascimento o deprimem profundamente. Mas já estou a ver que ele apenas foi confrontado com essa realidade mais cedo do que eu. Porque estarmos a falar tu cá tu lá, com malta que nasceu em 1990 e adiante apenas nos lembra o quanto estamos velhotes. E isso é deprimente. Talvez daqui a dez anos já seja algo que "nos mantém novos", mas para já, para já, deixa-nos deprimidos mesmo.

De facto, eu definitivamente já nunca sou "a mais nova" em determinada situação, pelo contrário, muitas vezes arrisco-me a ser "a mais velha". Ao ver os Oscares deste ano, só me ocorria que esta ou aquela actriz estavam a ficar velhotas, que já se notavam os anos, que já estavam diferentes, mas espera, elas não eram muito mais velhas do que eu! Os meus cabelos brancos já abundam, a minha pele, as minhas feições (sim!) já não são as mesmas. Eu vejo-me em fotos acabadas de tirar e fico "oh man, estou mesmo a ficar velhota!" Os trinta são os novos vinte, mas as décadas passam na mesma, não vamos para novos.
É duro.

Ao menos não estou nisto sozinha, vamos todos juntos nesta cena do envelhecimento, que é para parecermos muitos. Como diz MEC, quem é meu co-decadente?



 

4 comentários:

Rita♥Catita disse...

Por vezes lembro-me exactamente do mesmo. Apesar da carinha de menina que tenho, que me faz parecer ter 26 em vez de 31, os cabelos brancos denunciam o passar do tempo. No meu caso é mesmo hereditário. O meu pai começou a ter cabelos brancos com 25 anos e eu fui pelo mesmo caminho.
Pinto o cabelo mas só quando vou a Portugal. As tintas de cá são todas muito manhosas. Prefiro não arriscar.

carla disse...

não acredito que ele não conhece (espero que agora sejá conhecia) os Nirvana!!!!!!!!! é uma crinaça com 1,90 :-D

As Maravilhas da Maternidade disse...

Ele conhecia vagamento os Nirvana, tio "Ah sim, Nirvana, já ouvi umas cenas..." mas do pobre Kurt, nem memória...

Já está a ser devidamente evangelizado no Grunge...

miriam disse...

eu fiquei nas nuvens quando, na semana passada, mesmo sabendo que eu já tinha 2 filhos, me deram 24 anos!!! 24?!!!! acreditas? :D são só menos 11... quase 12... oh mén, acompanho-te nessa caminhada. valha-nos, durante muitos anos, os milagrosos creminhos =)

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