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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Jardim de Infância

O Pedro frequenta actualmente um colégio do qual gostamos imenso e que vai da creche ao fim da pré-primária. Nós gostaríamos imenso que ele frequentasse o mesmo estabelecimento, com os mesmos colegas, as mesmas caras da instituição até o mais tarde possível.
As educadoras dos nossos filhos passam mais horas com eles do que nós ao longo do dia, em horas seguidas, em interação constante, em rotinas vitais. Às vezes eu noto como é valorizado no resto da Europa a profissão de ama, educador de infância, professor primário e como cá por Portugal, pelo contrário, as educadoras muitas vezes são vistas como meras babás cuja função é entreter o miúdo enquanto estamos longe e não a sua principal educadora nas horas úteis, quantas vezes nos dias úteis. Nos países nórdicos ser educador de infância, professor da escola primária, é super prestigiante, uma enorme responsabilidade, cá, às vezes é muito subvalorizado, é uma pena e quem perde são os nossos filhos e todos nós, enquanto sociedade.





Um amiga minha que lê o blog está a enfrentar uma situação que eu posso vir a enfrentar também e que tantas mães como nós enfrentam: a necessidade de mudar de instituição da creche para o jardim de infância (ou pré-primária? Ou podem usar-se ambos os termos? Ou um é mais lato que o outro? Confesso que não sei...). E pede a ajuda a todas as leitoras do blog que possam aconselhá-la nas suas dúvidas, que são muito pertinentes e com certeza comuns a muitas mães. Por isso, peço a vossa contribuição para a discussão do que ela cá nos traz:


A filha da minha amiga já está numa creche desde muito nova, que vai até ao 3 anos. Agora vai ter que escolher um jardim de infância onde deve permanecer até à primária (ou integrado na primária).
Essencialmente, quais são as motivações certas que determinam a escolha da escola para os filhos nessa fase?
As dúvidas que a assaltam:
- Será importante que a criança transite com um ou outro amigo da actual escola, para amortizar o choque da mudança? A pediatra dela, por exemplo, acha que nesta fase isso não é o mais importante...
- A minha amiga considera fundamental as condições espaciais: boa iluminação natural, boa exposição solar, espaços bem arejados e em bom estado de conservação. Igualmente um bom recreio, de preferência com
equipamentos lúdicos. Qual a importância que vocês dão a estes aspectos? Tudo isto sem desprezar os recursos humanos (mas  isso só com referências de amigos ou pais que por lá tenham/tiveram  os filhos, não é?) Como saber a priori se as educadoras e auxiliares são as ideais? Como é a educadora ideal?
- Qual o tipo de instituição ideal? Uma escola pequena com uma turma dos 3 aos 6 anos ou uma escola maior com várias turmas segmentadas por idades?
- O programa anual também deve ser considerado, no entanto, qual é a verdadeira importância que podemos dar às actividades extra-curriculares? O que será mais apropriado entre os 3 e 5/6 anos de idade?
- Gostaríamos também de saber se para vocês mães pesa mais o factor proximidade / horário de funcionamento ou outras referências.

O que consideram no meio de todas estas preocupações a principal? O que é que nos está a escapar?

Desde já agradeço não só a confiança que a minha amiga depositou neste blog, enquanto canal de comunicação e troca de experiências, mas também toda a vossa ajuda, que eu tenho a certeza será muita.
Vamos então pensar alto nisto!

10 comentários:

**SOFIA** disse...

quando nos vimos obrigados a procurar uma escola nova para a leonor, houve alguns aspectos que considerei fundamentais caso estivesse indecisa entre estabelecimentos. Uma das primeiras coisas que fizemos foi procurar referências, falámos com amigos que tinham filhos nas mesmas faixas etárias e a frequentar jardins de infância. Se eles tinham boas opiniões sobre determinado estabelecimento já era um ponto a favor.

Além das opiniões de terceiros baseamo-nos nos seguintes aspectos:

- salas para cada idade - não me agradavam as escolas com uma sala para miúdos dos 3 aos 5/6 anos
- a criança não deveria mudar de estabelecimento para almoçar ou caso tivesse que ficar fora de casa até às 18:00
- deveria dar a possibilidade da criança fazer a sesta
- as refeições deveriam ser confeccionadas no próprio estabelecimento
- ter um pátio exterior com material adequado
- ter profissionais competentes, atentos, criativos e pro-ativos

- as atividades "extra-curriculares" não foram um factor que tivemos em conta, felizmente elas existem e acabámos por inscrever a nossa filha numa das opções.

- algo que eu considero muito importante é o método ou filosofia de ensino. sou adepta do método Waldorf, mas são poucas as escolas que o adoptam, inclusive a escola da nossa filha. ainda assim, estamos muito contentes com o acompanhamento que ela está a ter e com as observações lhe que são feitas diariamente.

espero ter ajudado!

Helena Atalaia disse...

Bom Dia,

As crianças adaptam-se rapidamente nestas idades, e os amigos não são importantes nesta altura. Somos nós adultos que sofremos por eles. Manter a calma e a confiança numa instituição é percepcionado por eles e tudo corre bem. Mas para isso acontecer eu preciso mesmo de confiar. Para mim o mais importante na escolha e nas mudanças do meu filho foram vários aspectos: o cuidar, a relação com as educadoras e a realização de oportunidades de aprendizagem de forma estruturada mas flexível. Um fator que para mim faz logo riscar uma escola é se eu não o puder estar a acompanhar na sala na sua adaptação durante os primeiros dias, mostrou-me a experiência com o meu que uma adaptação gradual (em termos de tempo) e acompanhado é feita sem sobressaltos e com confiança e para isso tirei uma semana de férias que se mostrou excessiva...ao fim de 3 dias ficou sem problema qdo me despedi dele até à hora de almoço (tinha 2 anos).
O espaço não deve ter zonas de perigo e a iluminação, a limpeza e o espaço exterior tb são importantes, caso contrário ficam sempre no interior...
Espero ter ajudado.

Helena

Kiki - Família de 3 e 1/2 disse...

Tens tanta razão!!! A profissão de Educadora de infância não é pouco, é muitoooo subvalorizada!!!! Começa logo pelo ordenado que ganhamos... Tenho plena consciência que há mães de alunos meus que acham que eu sou a baby-sitter! Que não fazem ideia que existem planeamentos semanais das actividades. Que todas essas actividades são intencionais, com um fio condutor desde o primeiro ao último dia do ano lectivo. Que as crianças são avaliadas, assim como o projecto anual, em função da evolução das crianças e das suas necessidades.
Ainda me lembro quando disse ao meu avô que ia tirar o curso de Educadora e ele me perguntou se eu ia estudar 4 anos para aprender a mudar fraldas! Como diz uma amiga minha, a profissão de educadora é das mais serviçais que há! Para algumas pessoas limitamo-nos a mudar fraldas, alimentar e tomar conta das crianças enquanto os pais trabalham...

Na minha opinião, o mais importante na escolha de uma escola é a equipa que nela trabalha e o projecto e valores que a escola desenvolve. É preferível uma escola mais velhinha e com menos recursos mas com uma equipa fantástica, do que uma escola super moderna com uma equipa menos boa. Infelizmente há bons e maus profissionais em todas as profissões. E para se ser boa Educadora não basta gostar de "criancinhas".
Claro que se se conseguir aliar a equipa às condições, é ouro sobre azul!
Depois devem perceber quais as necessidades da família. Se os pais saem todos os dias tarde do trabalho, não convém escolher uma escola que feche às 18h.
Quanto às salas heterogéneas (3, 4 e 5 anos) ou salas por faixas etárias, acho que ambas têm prós e contras. Eu gosto bastante das salas heterogéneas porque as crianças mais novas acabam por ser estimuladas pelas mais velhas e as mais velhas aprendem a ajudar as mais novas, havendo um óptimo espírito de amizade e companheirismo. Normalmente essas salas existem nas escolas públicas. Por outro lado, numa sala com apenas uma faixa etária, o trabalho é mais focado na idade das crianças e é mais fácil estar atento às necessidades das mesmas.
Não há escolas perfeitas! Nem educadoras perfeitas! O importante é que a criança se sinta bem, que seja feliz e que a escola trabalhe com e para a família.

Boa sorte! ;) <3

Simplesmente Ana disse...

A minha filha vai entrar para este ano, a caminho dos 4 anos.

Só irá andar um ano nesta escola, pois pretendo que faça a pré no colégio que irá frequentar, um pouco mais distante de casa. Ainda assim, suficientemente perto.

Esta ano é apenas para se adaptar à nova vida. Está perto de casa e da casa da avó, por isso o factor proximidade, para esta adaptação, foi preponderante. A avó irá buscá-la cedo e isso deixa-me tranquila. Terá um misto de actividades da escola com o mimo da avó. O outro factor que andou de mãos dados com a proximidade foi a total confiança na educadora, que já conheço bem.

De resto, a escola é velhinha e tem um espaço exterior limitado. Mas o aspecto físico diz-me pouco, desde que seja seguro. Será uma turma só com meninos da idade dela, mas era-me um tanto ou quanto indiferente se fosse mista.

Catarina Santos disse...

Só uma achega...

Como querem que valorizemos quem toma conta das crianças (ama, educadora, professora do 1º ciclo, etc.) se a própria mãe é incrivelmente desvalorizada/achincalhada se opta por ficar em casa com os filhos?

Nos países que referes a "profissão" mãe-a-tempo-inteiro é valorizada e encorajada.

Mas vá, eu sou suspeita, a minha filha só anda a meio tempo na escola :P

Acredito que esteja tudo relacionado ;)

Beijinhos,
Catarina

MarianaS disse...

Felizmente e com uma grande ajuda, a nossa M. está num infantário do qual só sairá para a primária. Era a nossa primeira opção, por isso o problema nunca case chegou a colocar. Da minha experiência até agora, acho que nao é importante manter amiguinhos de uma escola para outra, talvez, até, pelo contrario, eles, para além de não ligarem muito, aprendem a adaptar-se a novas "amizades". É fundamental a qualidade da equipa e o ambiente dentro da escola, nao demasiado sofisticado, para que a criança se sinta confortável. Tal como a Sofis, nunca me cativaram as salas com varias idades juntas e tb penso ser muito importante que respeitem a necessidade de sesta que a criança possa ter, independentemente da idade (a maior parte das escolas eliminam a sesta a partir dos 4 anos, quer haja ainda crianças que a durmam, quer nao).
Para terminar, um factor pratico mas verdadeiramente essencial: a proximidade de casa - para além de ser cómodo, significa que a criança pode sair mais tarde de casa, de manha, e chegar mais cedo, à tarde, o que nesta idade, conta muito.

Batatafritamãe disse...

Eu penso que o melhor é ir visitando escolas e apontar aspectos positivos e negativos.
Uma pessoa vai percebendo o que quer ao ver o que existe.
De qualquer maneira, para mim é muito importante:
- a alimentação
- espaço do recreio com boas condições (afligem-me escolas que pouco uso fazem do ar livre)
- os profissionais que vão estar envolvidos
- conhecer a directora/director

E sempre, mas sempre tentar falar com alguém que tenha o(s) filho(s) nessa escola.

Rosa disse...

a educadora/ auxiliar ideal é aquela que quando alguém se lembra de perguntar ao meu filho como fez a minha sogra/ :" de quem gostas mais tomas do pai d ou da mãe" e ele com 2 anos e meio responde " da celeste, o pai vai trabalhar, a mãe vai para casa e a celeste fica comigo na escola todos os dias!!!" melhor lição do que esta nao ha!!! ponderamos seriamente troca lo de colégio para que possa acompanhar os mesmos colegas e nao estranhe tanto a entrada na primaria mas na creche , aquele local maravilhoso que escolhemos para que crescesse em comunidade ira deixar saudades… ja tem 100 anos mas para nós é única

Joana | Creme Pimenta disse...

Vivendo num concelho em que todas as escolas públicas têm com boas instalações (foram todas remodeladas nos últimos anos) e como as conheço a todas, as minhas dúvidas foram grandes quando chegou a hora de optar.
Estava indecisa entre duas (mais próximas de casa), pela questão de uma ser só JI e outra ser JI/EB1. Pensei que talvez não fosse mau ela depois continuar na mesma escola, para minorar a transição para o 1.º ciclo.
Acabei por inscrevê-la numa das escolas mais pequenas do concelho. Só pré com duas turmas.
Tomada a decisão veio mais uma dúvida. Se só há duas turmas como é feita a separação por idades? Resposta: não há. As duas turmas são heterogéneas. Confesso que isto me fez confusão, mas rapidamente percebi que é bom, porque os maiores ajudam e estimulam os mais pequenos, que ensinam os outros a ajudar...
Sendo uma escola pública tinha dúvidas quanto à questão da fralda (ela ainda não tinha deixado completamente quando entrou situação que suscitou comentários do género "ah não a vão aceitar"). Sem problema, responderam-me prontamente. Numa semana deixou a fralda de dia e na sesta da tarde. Sim eles dormem a sesta até ao ano em que são finalistas em que começam gradualmente a não dormir para facilitar a transição para o 1.º ciclo.
O espaço exterior também é fantástico, com baloiços, escorregas e afins, jardim e horta onde plantam e colhem variados vegetais (com os quais chegam a fazer sopa).
Actividades extra-curriculares não me preocupavam muito, mas têm todos os dias: inglês, ginástica, dança, informática e música. Mais recentemente, e de forma experimental, começou o Yoga. São muitas sim, mas a maioria dos meninos estão em todas e ADORAM.
Nenhum dia é igual e as educadoras promovem as mais variadas actividades.
Outro aspecto que adoro é o acesso que tenho à escola. Faz-me sentir segura e acho que é por isso que ela, depois de 3 anos com a avó, se adaptou que foi uma maravilha. Nunca lhe ouvi um "não quero ir para a escola". Lá por casa ouve-se mais vezes "amanhã é dia de escolinha?".
Se é perfeita a escola da minha filha? Claro que não, a perfeição não existe. Mas ela gosta de lá estar (às vezes não quer vir embora :P), é feliz e eu gosto dessa sensação de saber que ela está bem.
Já vai longo o comentário...
Beijos

MissBlueEyes disse...

O meu filho vai mudar de escola em Setembro. A escola está mais do que escolhida, pública, com um excelente espaço, com muitos muidos, e o mais importante, para uma escola que só termina na 4 classe. A minha condição era apenas uma, tem que ter os mesmos amigos dos 3 anos para a frente. E será assim se tiver vaga, vou lá ainda esta semana para o inscrever. E eu assim que vi esta escola fique apaixonada. Já para a escola que ele era para ter ido em setembro passado, perto de casa, e só lá esteve uma semana, não tinha confiança nenhuma na educadora nem auxiliares, nem na instituição em si. O espaço então era medonho. MAs isso é a minha opinião, de mamã mal habituada. Porque de resto todas as pessoas que conheço gostam da instituição.

E de resto é sorte. O meu filho anda numa creche pública desde os 7 meses, a 15km de casa, era onde tinha vaga, e eu ADORO a professora dele e todas as funcionárias da instituiçao. É uma questão de sorte, muita sorte. E é isso que eu peço neste novo ano lectivo que se avizinha, muita sorte na professora que apanhar :)

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