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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O Senhor que se segue

Na vida do Pedro, este é o senhor que se segue.


O Pedro já percebe muito bem tudo aquilo que lhe queremos dizer. Adora imitar tudo o que fazemos e gosta muito de nos agradar, interagir e fazer (quase tudo) o que lhe pedimos. Está sempre colado a nós, principalmente na nossa rotina matinal. Sempre teve imensa curiosidade por tudo o que estivesse relacionado com casas-de-banho e afins. Eu consigo perceber bem quando está a fazer cocó (xixi nem tanto) e acertamos quase sempre nas previsões que fazemos de quando é hora de o fazer. Ele já faz intervalos mais longos e xixis mais poderosos.

Já andei a pesquisar sobre o assunto e não nos parece cedo demais. Pelo contrário, quanto mais cedo ele se familiarizar com o potty, menos entramos nos terríveis 2, em que tudo pode vir a ser campo de batalha. Vou começar a mentalizar-me para o terrível largar das fraldas.

Como? Para já, deixando de adiar o assunto e decidindo que sim, é boa altura para começar a pensar nisso. Vamos pôr a mão na m@rd@

O que vou fazer ao longo das próximas semanas vai ser uma aproximação e estudo de mercado.
A saber:
Vou ver como andam as modas pelo colégio, o que acham as educadoras, em relação ao Pedro, em relação aos colegas, se acompanhariam o meu plano, como agem com acidentes, se continuam a usar fraldas, se apoiam um cold turkey. Não pode ser uma coisa cá por casa e outra no colégio. Ou talvez pode, não sei, tenho de saber.
Estou a pensar comprar um adaptador, não quero passar pelo penico. Assim o Pedro passa por apenas uma transição e para a arte de bem imitar os pais resulta melhor.
Vou começar a reparar sempre que o apanho a fazer xixi ou cocó e dizer-lho. "Estás a fazer cocó, vamos trocar?" "Tens a fralda com xixi, vamos trocar?" Vamos falar imenso nisso, vou mostrar-nos (ainda mais) a dar o bom exemplo (a mim e ao pai, tem de ser... good grief), vou procurar um livro infantil sobre isso, sacar um desenho animado, vai ser o máximo... Mas nunca dizer que está sujo, que cheira mal, que coisa feia, cheio de cocó, isso não, ele não tem vergonha de nada, nem tem de ter.
Se já antes, por uma questão de comodidade e preservação do bom ambipur cá de casa, muitos dos seus cocós iam descarga abaixo, agora vai ser sempre assim e sempre juntos. Ele ADORA ver o cocó a cair da fralda (a sério, desculpem esta conversa demasiado gráfica para mentes sensíveis e sugestionáveis, mas é o que está a dar...) e ele próprio baixa a tampa para puxar o autoclismo e depois volta a levantar para ver que "Não tá!".
O Pedro vai andar sempre SEMPRE de fralda seca, para ele ver que fixe fixe, é ter a fralda seca. Ele é muito gajo nisso, pode ter a fralda a explodir de xixi e ele nada ralado. Isso vai mudar, ele vai descobrir as maravilhas de ser um menino de rabinho seco. Um bebé crescido, de rabinho seco...

E para já, é isso, consoante o entusiasmo, passamos ao plano de ataque, Operação Potty.

12 comentários:

Kiki disse...

Por cá, essa parte foi complicada... Não que tenha dado muito trabalho, mas porque foi muito tarde! É imprescindível que o trabalho seja feito em conjunto com a educadora. De nada serve estares a treinar uma coisa em casa e a educadora não dar seguimento na escola. Assim ele percebe melhor e entenderá melhor a nova rotina da retrete! No entanto, na minha modesta opinião, não ponhas o pote de lado. Ele vai ser um aliado teu quando fores à rua! Levas um pote e um pacote de dodots num saco dentro do carro e, numa hora de aflição em que eles ainda não aguentam esperar muito, tens ali a solução logo à mão! A passagem do pote para a retrete é natural! Eles querem imitar os crescidos e não dão muita importância ao pote!
Eu comprei um livro óptimo para a Gigi!
http://www.fnac.pt/O-Meu-Livro-do-Potinho-Menino-V-A/a172568
Também há para rapaz. Além das imagens serem um amor e eles se identificarem muito com elas, o livro traz um quadro de autocolantes para colares uma estrela por cada vitória do Pedro! Ele vai querer sair a correr do pote/retrete para ir colar a estrela dele! :)

E pronto! Foi a opinião de uma mãe com dois anos de avanço e educadora de formação! :P

Boa sorte para o Pedrinho!!! :)))

sof* disse...

desejo-vos sorte!!! mas olha que uma coisa é a habituação, outra coisa é a maturidade do organismo dele em conseguir segurar... a frustração no rosto de um bebé é algo difícil de encarar :(( tadinhos.

nós ainda andamos nessa odisseia, não conseguimos alcançar o sucesso durante o verão passado e agora sendo inverno é demasiada roupa a chatear nos processos rápidos. contamos com a chegada da primavera!!!

Maria de Lurdes disse...

É preciso coragem para enfrentar esta batalha, por isso é que quero encarar isto o mais cedo possível, mas os acidentes vão custar mais a mim do que a ele, é a sensação que tenho...

Kiki, obrigada pelas preciosas dicas!
O pote no carro é excelente ideia para evitar acidentes e vou já ver o livro, era mesmo o que queria, obrigada!

batata-frita-mãe disse...

Olha que é imprescindível o processo ser feito ao mesmo tempo em casa e na escola.
A educadora da minha criança diz que vai apostar na familiarização com a sanita nas próximas semanas. Primeiro com os que já fizeram 2 anos e depois com os mais novinhos.
Concordo com a sôdona Sof. A maturidade é muito importante. Até há pouco tempo apostava tudo em como ele ainda não estava preparado, agora começo a achar que a coisa engrominará nos próximos tempos.

Mary of Cold disse...

Eu fiz de forma diferente. Pouco depois do meu filho fazer um ano, e aproveitando o facto de ser Verão, comecei a pô-lo no bacio depois das refeições. Deixava-o ficar 10-15min, quer ele fizesse ou não. Como ele ainda não andava nunca tinha tendência para sair do bacio e quando começou a andar, como já estava habituado, só se levantava quando já tinha feito alguma coisa ou quando não tinha mesmo vontade de fazer.
Nos primeiros 2 meses de infantário nunca o puseram no bacio porque era o único da sala que fazia isso em casa (terei sido demasiado apressada??). A educadora percebeu entretanto que não valia a pena esperar que os outros meninos também se iniciassem no bacio em casa e começou a por o meu filho numa zona separada, com brinquedos à volta, de forma a que ele não se quisesse levantar. E resultou.
Hoje, com 18 meses, faz muitas vezes cocó no bacio, até porque se sente mais confortável dessa forma.
Quanto a livros já vi este mas nunca o li:
http://www.wook.pt/ficha/uma-semana-para-ir-ao-bacio/a/id/2108195
Mas se for tão bom como o da mesma autora sobre o sono, então recomendo vivamente. :)

Maria de Lurdes disse...

Mary of Cold, o meu plano para a Operação POtty passa muito pelo que relataste: todos os dias, 5-10 minutos na retrete, assim que acorda e a seguir às refeições, quer faça quer não.

Tiraste a fralda e lidaste com acidentes, ou ele continuou a usar a fralda ou uma daquelas pull ups, só para acautelar? É que pelo que pesquisei (SantaTracy, who else?), manter a fralda posta pode ser confuso e não marcar a diferença de atitude e a chatice da consequência em caso de acidente, o que ajuda a interiorizar que xixi, já não é na fralda. No entanto, essa parte custa-me um bocado, prefiro manter a fralda just in case... Como fizeste?

MarianaS disse...

Pois no caso da M. foi tudo muito rápido, tanto de dia como de noite, no total cerca de dois meses. Mas foi MUITO mais tarde! Só depois dos 2 anos feitos, e por ser Verão.
Na ocasião disseram-me que não valeria muito a pena tentar demasiado cedo (quanto à escola não sei, porque ainda estava em casa) e que seria fundamental já falar benzinho. Também era frequente ouvir que as meninas se despacham mais cedo nesta fase do que os meninos.
Vê lá se não te estás a meter em demasiados trabalhos...
Boa sorte!

Mary of Cold disse...

Maria de Lurdes,
Não tirei a fralda, nem me parece que o faça nos próximos tempos. Por um lado porque no inverno os acidentes pagam-se caro (montanhas de roupa para lavar :)), por outro porque eu acho que o meu filho ainda não tem percepção suficiente para isso. Talvez lá para a Primavera, quando ele falar melhor e o tempo melhorar comece com essa "aventura".
Por outro lado, quase todas as pessoas que conheço só começaram com "bacios" depois dos 2 anos. Sinceramente prefiro que seja mais cedo. Bem ou mal, sempre se vai habituando ao bacio, mesmo que isso signifique que o processo seja mais demorado.

Outro assunto: comprei o livro da Tracy para Toddlers. Estou a gostar muito. :) Tudo o que seja para aumentar o conhecimento é sempre bem-vindo. Obrigada!

sof* disse...

citando a Mary of Cold "montanhas de roupa para lavar"

um fim-de-semana a lavar e a estender e uma manhã a passar e mesmo assim, tenho o cesto cheio.
isto é o inverno, ou será, inFerno?
:)

Su disse...

Boa sorte ML :) admiro a tua convicção... também quero começar a pensar nisso lá para a primavera... ou talvez verão, eheheheh

Não te posso dar a minha opinião pela inexperiência, mas posso-te desejar sorte :)

Anônimo disse...

Desculpa estar a meter o bedelho, detesto que o façam, mas... bem, mas uma pessoa pode sempre tentar apregoar a sua religião, certo? ;)

Tenho uma filhota com 5 anos, e sempre me inspirei no Brazelton, e nas suas teorias de 'a mãe é que sabe'. E também gosto da parte de confiar nas crianças, pois elas também sabem.
E não há duas iguais, certo.

Posto isto- e que tal deixar o desfralde com o Pedro? Custa confiar, não digo que não, mas é tão compensador...

Levada por pressões ainda tentei o desfralde da minha aos 2 anos e 2 meses, em pleno verão, mas ela não ligou nenhuma. Felizmente só durou um dia, assim que o pai (que estava a fazer pressão, pois a sua mãe já andava tb a pressioná-lo) percebeu que tinha de limpar o chichi do chão...

Deixei o assunto com ela. Em pleno fevereiro- péssima altura, pois claro, para mim- decidiu, do alto dos seus 2 anos e 9 meses, que já era crescida e queria deixar as fraldas...

Pois bem, lá fomos comprar cuecas, calças com elástico, e tal, e pronto. Num dia aprendeu. UM dia. DOIS descuidos. tão simples.
Basta esperar... e acreditar.

Beijinhos e boa sorte!
Catarina

Maria de Lurdes disse...

Obrigada Catarina pelo teu comentário! Foi uma experiência muito positiva, a tua menina sabia bem o que queria.
Por cá vou estar atenta à receptividade do Pedro, não o quero forçar a nada e ele vai ser o protagonista do processo, mas nestas coisas prefiro direccionar, ser a produtora executiva. Como em tudo na vida dele actualmente, nós ensinamos o caminho, direccionamos e ele caminha.

Beijinhos e volta sempre

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