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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

BCBG


Desde o meu casamento fiquei com um gosto especial por tudo quanto seja Bridal & Beautiful. Sinceramente, a festa de casamento é uma ocasião de extremos, ou é tudo muito lindo, ou é tudo muito foleiro, é muito fácil resvalar sem retorno. É muito difícil fazer as coisas bem e barato, mas é possível, com esforço e ideias frescas inabaláveis é perfeitamente possível. Infelizmente vê-se mais o muito foleiro do que o muito lindo, talvez seja como tudo na vida, as grandes ocasiões esmagam-nos ou então espelham o que se é, como se é, independentemente do que o dinheiro possa comprar. Bem pelo contrário! O dinheiro compra tudo o que esteja à venda e paradoxalmente muito caro é o foleiro e ainda mais caro é o verdadeiramente "simples" (a fibra natural, a malha mais apertada, a renda mais fina, o branco mais branco). Pode ser que estes tempos de crise mais profunda limem as arestas, desbastem o supérfluo e da simplicidade imposta pela famigerada austeridade nasça a elegânica, a sobriedade, a delicadeza. O que é verdadeiramente luxuoso vai continuar a ser caro, mas se o foleiro deixar de ter quem o compre... ganhamos todos! A meu ver, o bom gosto tem muito a ver com edição, corta aqui, corta acolá, junta aqui, mas não muito. Junta mas só se for da melhor qualidade, pequenas coisas assim.
Mas também se pode ser extravagante com bom gosto, o que quer que isso seja para cada um. Mas é mais fácil ter bom gosto com sobriedade do que manter o bom gosto na extravagância. Parece que um conceito anula o outro, mas às vezes encontro a prova do contrário, ou a exceção que confirma a regra.
Case in point, a bridal Shop de Temperley London, que vi aqui. 







Vê-se muito strass, muita renda, muitos folhos, num ambiente de boudoir, com um toque decadente e extravagante. E no entanto, a mim parece sumptuoso, do mais estudado e meticuloso bom gosto. Lá está, porque a renda é a mais fina, os tecidos são os mais fluidos (nem é preciso referir a sua natrureza), o strass é o mais cortado. Nada nesta loja está ao acaso ou foi escolhido por impulso.
Podia casar em cada um daqueles vestidos (mantendo o meu primeiro como preferido, bien sur!), haja paciência do noivo, que coitado, seria sempre o mesmo...

Ou talvez seja de mim que sou uma tolinha por brilhos e rendas, mas poucos me servem...

2 comentários:

Su disse...

Esta tema é absolutamente delicado... a meu ver. Também sou demasiado crítica a esse respeito. Poucos casamentos assistidos me encheram as medidas.
Só somos bem sucedidos se os pormenores forem criados com elegância e isso só se consegue com bom gosto. O ingrediente que não se encontra à venda, mas que faz toda a diferença para que um casamento seja um sucesso...

Beijinho e Boa semana ML :)

Maria de Lurdes disse...

É muito verdade, Su. O que importa mesmo é que qualquer casamento com amor e noivos felizes é sempre especial, seja ou não foleiro.

Aliás, há quem diga, e com toda a razão, que uma festa de casamento é uma sucessão de cenas kitsh e clichés, há que passar por elas como se pode!

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